

Imagem: https://ethereum.org/developers/docs/evm/
Um endereço de carteira EVM constitui um identificador único na blockchain, atribuído tanto a uma Externally Owned Account (EOA) como a uma conta de contrato. Este endereço apresenta-se como uma sequência de 42 caracteres, iniciada por “0x” e seguida de 40 caracteres hexadecimais. A sua chave privada origina uma chave pública; posteriormente, um algoritmo de hash extrai os últimos 20 bytes, que funcionam como identificador da sua conta na blockchain.
Este endereço permite-lhe enviar e receber criptomoedas como ETH, além de tokens em redes compatíveis com EVM (incluindo ERC-20, ERC-721 e outros). É também o ponto de acesso para interagir com smart contracts, participar em DeFi, envolver-se com NFTs e utilizar funcionalidades de bridging ou outras soluções blockchain.
Para além da mainnet nativa da Ethereum, múltiplas blockchains compatíveis com EVM — conhecidas como “cadeias EVM” — permitem utilizar o mesmo endereço EVM para receber ativos. Isto significa que um único endereço funciona transversalmente em várias redes, como BNB Chain, Polygon, Arbitrum, Optimism e outras.
Esta abordagem simplifica substancialmente a gestão de ativos entre redes. Facilita também a utilização de DeFi, NFTs multi-cadeia e operações de bridging, tornando-as muito mais acessíveis ao utilizador.
Para criar um endereço EVM, basta recorrer a uma aplicação de carteira reconhecida. O procedimento habitual é o seguinte:
Na maioria das carteiras de software compatíveis com EVM, o formato do endereço é padronizado. O endereço é gerado automaticamente e, em geral, existe opção de exportação em QR code e função de cópia para maior comodidade.
As tendências recentes indicam que as principais carteiras estão a evoluir para o suporte multi-cadeia. Um exemplo é a MetaMask, que irá lançar Multi-chain Accounts em 2025. Esta funcionalidade permite gerir endereços de cadeias EVM e não EVM (como Solana) numa só conta, estando prevista a integração de Bitcoin futuramente.
Com esta evolução, deixa de ser necessário utilizar uma carteira distinta para cada blockchain. Uma única conta permite gerir ativos em várias redes, aumentando a flexibilidade e comodidade para o utilizador.
Apesar da conveniência dos endereços EVM, é fundamental ter em conta questões de segurança e evitar erros recorrentes:
O endereço de carteira EVM é simultaneamente a sua identidade e conta de pagamentos no ecossistema Web3. Conhecer a sua origem, utilização e riscos associados é indispensável para quem participa em DeFi, NFTs ou na gestão de ativos multi-cadeia.
Se está a iniciar-se no universo cripto ou blockchain, opte por uma carteira de reputação comprovada (como MetaMask). Faça uma cópia de segurança segura da seed phrase ou chave privada. Verifique a compatibilidade da rede e privilegie o suporte multi-cadeia sempre que possível.
À medida que mais redes se integram e as funcionalidades das carteiras evoluem, os endereços EVM tornam-se o elo fundamental para aceder a todo o universo Web3. Dominar o seu funcionamento é o passo essencial para gerir os seus ativos digitais na blockchain com segurança.





