

O uso de criptomoedas aumentou de forma relevante nos últimos anos, transformando os ativos digitais de apostas especulativas em alternativas práticas de pagamento. Apesar de Bitcoin e outras criptos ainda enfrentarem obstáculos para adoção ampla devido à volatilidade e à aceitação restrita pelos lojistas, o mercado está se transformando rapidamente. Este guia detalhado apresenta os principais produtos, serviços e segmentos onde pagamentos com criptomoedas já são realidade, além de mostrar formas práticas de gastar ativos digitais e como comprar usando cripto.
O ecossistema de pagamentos com cripto avançou bastante, abrangendo diversos setores e grandes marcas. As regras de aceitação, porém, variam bastante entre os comerciantes; alguns aceitam apenas moedas específicas como Bitcoin ou Ethereum, enquanto outros restringem pagamentos em cripto a certas regiões. Antes de comprar com cripto, confira sempre a política do lojista — no site, atendimento ou via aplicativos como BTCMap, que mostram onde Bitcoin é aceito em mapas interativos.
O segmento de alimentação teve papel crucial na adoção das criptos: em 22 de maio de 2010, o programador Laszlo Hanyecz comprou duas pizzas da Papa John’s por 10.000 BTC — marcando o primeiro uso prático de cripto para uma compra. A data é celebrada como “Bitcoin Pizza Day”, o marco inicial das compras físicas com Bitcoin. Hoje, grandes redes como Starbucks permitem usar criptomoedas para comprar ou recarregar gift cards. Fast foods como Chipotle, McDonald’s e Subway testam pagamentos com cripto em alguns mercados. Supermercados como Whole Foods, VARUS e Pick n Pay também aceitam pagamentos digitais, tornando cada vez mais simples fazer compras rotineiras usando cripto.
O e-commerce é naturalmente favorável a pagamentos com cripto, já que todo o processo é digital. Lojas pioneiras como Overstock.com e Newegg.com aceitam pagamentos em ativos digitais há anos e seguem permitindo compras de móveis e eletrônicos com cripto. A Microsoft também oferece essa alternativa em sua Microsoft Store. O Shopify passou a incluir pagamentos via criptomoedas, enquanto a Uber já expressou interesse em aceitar Bitcoin. Apesar de a Amazon ainda não aceitar cripto diretamente, plataformas como BitPay e Bitrefill possibilitam comprar gift cards da Amazon e de outros varejistas usando criptomoedas. O Rakuten, plataforma japonesa de cashback, também aceita pagamentos em cripto em diversas lojas parceiras, ampliando as alternativas de compra digital com cripto no e-commerce.
O setor de games é um dos que lideram em adoção de criptomoedas, com jogos descentralizados já representando uma parcela crescente desse mercado. Empresas como GameStop e Twitch aceitam pagamentos em ativos digitais, e estúdios como Square Enix e Sony investem pesado em soluções Web3. Jogos baseados em blockchain criaram economias próprias, onde as criptomoedas funcionam tanto como recompensa quanto como moeda in-game. O Axie Infinity é referência nesse cenário: nele, criaturas NFT chamadas Axies batalham para gerar tokens Smooth Love Potion (SLP). Games de metaverso como Decentraland e The Sandbox usam tokens para pagamentos internos e NFTs para representar itens, personagens e terrenos, criando economias digitais completas onde cripto dá acesso a uma gama enorme de bens e serviços virtuais.
Marcas de moda e joalheria vêm adotando rapidamente as inovações do universo Web3, com diversas grifes aceitando pagamentos em cripto. Entre as marcas que oferecem checkout com criptomoeda estão LVMH, PacSun, Ralph Lauren, Gucci, TAG Heuer, Farfetch e Jomashop. Essas empresas enxergam o público cripto como estratégico e adaptaram seus sistemas de pagamento para facilitar compras com ativos digitais. Fora do segmento fashion, o mercado de metais preciosos também aderiu à tendência: sites como JM Bullion aceitam criptomoedas na compra de ouro, prata, platina e paládio físicos — permitindo converter riqueza virtual em metais tangíveis.
O setor público e as empresas de utilidade pública estão começando a aceitar pagamentos com criptomoedas, embora a adoção ainda seja limitada. Alguns países já reconhecem o Bitcoin como moeda oficial, o que permite a seus cidadãos pagar impostos em BTC. Mesmo onde não há esse reconhecimento, algumas jurisdições locais aceitam tributos em cripto. Nas telecomunicações, grandes operadoras como AT&T e DishTV já recebem pagamentos de contas de telefone, TV e internet com criptomoedas. Esse avanço no setor de serviços essenciais representa um passo importante para a adoção generalizada das criptos e amplia as formas de usar ativos digitais no dia a dia.
A relação do mercado automotivo com criptomoedas é instável, mas promissora. A Tesla, liderada por Elon Musk, já aceitou Bitcoin na compra de veículos elétricos, mas preocupações ambientais com a mineração de Bitcoin levaram a ajustes na política. Atualmente, a Tesla aceita Dogecoin (DOGE) apenas em sua loja de vestuário. Apesar das mudanças, algumas concessionárias inovadoras já aceitam pagamentos em cripto. O grupo Jeff Wyler Automotive Family, de Ohio, realiza vendas de veículos de luxo, como Mercedes-Benz, recebendo em criptomoedas. A lista de concessionárias ainda é pequena, mas o interesse do setor automotivo em pagamentos digitais é crescente, tornando possível comprar carros usando cripto.
Para gastar cripto, é preciso conhecer tanto as formas diretas de pagamento quanto as indiretas. Se o lojista aceita cripto, basta ter uma wallet autocustodial para enviar os ativos ao endereço do comerciante. O processo geralmente envolve o lojista mostrar um QR code da wallet, que o cliente escaneia pelo aplicativo. O fluxo típico inclui selecionar a criptomoeda, clicar em Enviar ou Sacar, definir o valor, escanear o QR code, revisar os dados e confirmar a transação para concluir a compra em cripto.
Quando a loja não aceita pagamento direto em criptomoeda, há alternativas. Plataformas como BitPay e Bitrefill permitem trocar cripto por gift cards de centenas de marcas, convertendo ativos digitais em poder de compra em lojas tradicionais. Aplicativos como PayPal, Venmo e CashApp oferecem conversão automática cripto-para-fiat, permitindo que o consumidor pague em cripto e o lojista receba moeda local — uma solução prática para ambos. Já os cartões de débito cripto funcionam como Visa ou Mastercard convencionais, descontando direto do saldo em cripto e fazendo a conversão na hora para o lojista receber em moeda fiduciária, enquanto o usuário compra usando ativos digitais sem burocracia.
O universo dos pagamentos com criptomoedas saiu do status de curiosidade no Bitcoin Pizza Day para se tornar um mercado diversificado que abrange alimentação, e-commerce, games, moda, utilidades e automóveis. Apesar dos desafios — aceitação, volatilidade e regulação —, a tendência é de expansão da integração dos ativos digitais no comércio do dia a dia. Grandes marcas já testam e adotam pagamentos em cripto, e soluções como gift cards, plataformas de pagamento e cartões de débito conectam holders de cripto a lojistas convencionais. Com mais empresas explorando essas integrações, a resposta para “O que você pode comprar com criptomoedas?” cresce continuamente. O futuro da cripto no comércio depende de inovação, clareza regulatória e adesão dos comerciantes, mas as bases para oportunidades cada vez maiores já estão lançadas. Seja para itens do cotidiano, luxo ou serviços, cresce o número de opções para comprar com cripto — tornando os ativos digitais um meio de pagamento viável para diferentes perfis de consumo.
Sim, você pode adquirir bens e serviços com criptomoedas. Vários lojistas já aceitam cripto, e cartões de débito específicos tornam as compras ainda mais simples em qualquer lugar.
Em 05 de dezembro de 2025, US$1.000 em Bitcoin equivalem a cerca de US$93,35 milhões, conforme a cotação atual de mercado.
Em 05 de dezembro de 2025, US$100 em Bitcoin correspondem a aproximadamente US$9.310.500, de acordo com as taxas de mercado vigentes.
Se você tivesse investido US$1.000 em Bitcoin há 5 anos, hoje teria aproximadamente US$9.784, superando a rentabilidade de muitos investimentos tradicionais.





