

As criptomoedas transformaram o cenário financeiro, passando de uma inovação digital para um fenômeno global ao longo dos últimos quinze anos. Este artigo aborda a trajetória impactante das criptomoedas, desde sua concepção até o status atual como setor de grande relevância.
Antes do surgimento do Bitcoin, várias iniciativas buscaram criar moedas digitais. Em 1982, o cientista da computação David Chaum estabeleceu as bases com sua 'blinding formula', permitindo pagamentos eletrônicos sem rastreamento. Isso originou o 'eCash', criado pela DigiCash, empresa de Chaum, mas que não prosperou. Nos anos finais da década de 1990 e início dos anos 2000, surgiram experimentos com moedas virtuais lastreadas em ouro, como a EGold, que, apesar das limitações, influenciaram o design do Bitcoin.
O Bitcoin foi lançado em 2008, durante a crise financeira global. Uma figura ou grupo sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto apresentou o conceito em um whitepaper intitulado 'Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System'. Esta proposta inovadora sugeria uma rede descentralizada baseada em blockchain para criar um sistema de pagamentos digitais imune à censura. O lançamento do Bitcoin em 2009 inaugurou uma nova era nas finanças, com seu valor evoluindo de frações de centavo para cifras expressivas ao longo do tempo.
À medida que o Bitcoin ganhava notoriedade, a atenção da mídia tradicional impulsionou fortes valorizações do preço. Nesse contexto, surgiram as altcoins, como Litecoin e o XRP da Ripple. Entretanto, o setor enfrentou um marco negativo em 2014, quando uma exchange de grande porte sofreu um grave ataque de segurança, resultando no roubo de uma enorme quantidade de Bitcoin. O episódio evidenciou a importância de aprimorar mecanismos de segurança em exchanges de criptomoedas e carteiras.
O lançamento do Ethereum em 2015 representou uma virada no mercado cripto. A introdução dos smart contracts possibilitou o surgimento de aplicações descentralizadas (dApps) e do ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi). Apesar de desafios como o ataque ao DAO em 2016, o Ethereum manteve sua relevância, catalisando o surgimento dos tokens não fungíveis (NFTs) e de diversas plataformas concorrentes de smart contracts.
Nos últimos anos, o mercado cripto passou por oscilações extremas. Os halvings do Bitcoin em 2016 e 2020 antecederam ciclos de alta expressivos, com o ativo atingindo máximas históricas. Houve maior adoção institucional e até reconhecimento de criptomoedas por alguns países. Por outro lado, o setor enfrentou desafios como restrições regulatórias e o colapso de grandes projetos e empresas, gerando períodos de grande volatilidade.
A trajetória das criptomoedas evidencia a rápida evolução e o potencial disruptivo da tecnologia blockchain. De seus primórdios até se consolidar como uma indústria relevante, o setor superou desafios e segue inovando. Com a maturidade, surgem novos obstáculos em regulação, adoção e avanços tecnológicos, mas a resiliência do mercado cripto sugere que seu papel será cada vez mais determinante no futuro das finanças e da tecnologia.
O início das criptomoedas ocorreu em 2009, com o lançamento do Bitcoin por um criador anônimo chamado Satoshi Nakamoto, marcando o ponto de partida da revolução das moedas digitais.
Em 2009, 1 Bitcoin não tinha cotação de mercado. Era considerado sem valor, já que a primeira transação real só aconteceu em 2010, quando 10.000 BTC foram trocados por duas pizzas.
Se você tivesse investido US$1.000 em Bitcoin há 5 anos, em 2020, hoje esse valor estaria em torno de US$15.000, considerando a tendência de valorização do ativo.
Se tivesse investido US$10.000 em Bitcoin em 2010, hoje seria multibilionário. O preço do Bitcoin subiu de menos de US$0,01 para mais de US$100.000 até 2025, proporcionando retornos extraordinários.




