
As criptomoedas transformaram o universo financeiro em tempo recorde. Este artigo apresenta a trajetória marcante das moedas digitais, desde sua criação até o estágio atual.
Antes do surgimento do Bitcoin em 2009, diversas iniciativas buscaram criar moedas digitais. Em 1982, David Chaum publicou um artigo pioneiro sobre “Blind Signatures for Untraceable Payments”, estabelecendo as bases para as futuras criptomoedas. Sua empresa, DigiCash, lançou o eCash, uma das tentativas iniciais de moeda digital. Embora não tenha tido êxito, serviu de inspiração para desenvolvedores posteriores.
No final da década de 1990 e início dos anos 2000, projetos como o EGold apareceram com o objetivo de criar ativos digitais para a internet sem intermediários. Apesar das limitações, esses esforços foram fundamentais para influenciar o modelo do Bitcoin.
Durante a crise financeira global de 2008, uma entidade chamada Satoshi Nakamoto apresentou o Bitcoin por meio de um whitepaper. O Bitcoin empregou a tecnologia blockchain e o algoritmo de proof-of-work para criar um sistema de pagamentos digitais descentralizado e peer-to-peer.
O lançamento do Bitcoin em 2009 iniciou a era moderna das criptomoedas. No começo, o ativo era negociado por frações de centavo. A primeira transação real aconteceu em 2010, quando Laszlo Hanyecz ficou conhecido ao adquirir duas pizzas por 10.000 BTC.
Com o aumento da exposição midiática, o Bitcoin valorizou-se, chegando próximo de US$10 em 2011. Nesse período, surgiram iniciativas educacionais e novas criptomoedas, as chamadas altcoins, como Litecoin (LTC) e Ripple (XRP).
Porém, o setor enfrentou desafios consideráveis, com incidentes de segurança em diferentes plataformas. Esses acontecimentos impulsionaram avanços nas medidas de proteção em exchanges e wallets.
Ethereum, lançado em 2015, introduziu o conceito revolucionário de smart contracts ao universo cripto. Essa inovação possibilitou a criação de aplicações descentralizadas (dApps) e impulsionou o surgimento de NFTs e do DeFi.
Mesmo diante de desafios como o ataque à DAO em 2016, o Ethereum consolidou sua importância e inspirou o desenvolvimento de múltiplas plataformas de smart contracts.
Os halvings do Bitcoin em 2016 e 2020 antecederam ciclos de forte valorização, levando o BTC a novas máximas históricas nos anos seguintes. Houve maior adoção institucional, com empresas adicionando Bitcoin a seus balanços e alguns países reconhecendo-o como moeda oficial.
Contudo, o mercado cripto passou por períodos de alta volatilidade, incluindo desafios regulatórios em diversos países e o colapso de vários projetos e plataformas. Apesar disso, o segmento global de criptomoedas demonstra resiliência e segue em evolução.
A trajetória das criptomoedas reflete a evolução acelerada das finanças digitais. Desde o surgimento do Bitcoin até o atual ecossistema diversificado, o setor superou inúmeros obstáculos e permanece inovador e em crescimento. Com o amadurecimento da tecnologia e a ampliação da adoção, as criptomoedas tendem a conquistar papel cada vez mais relevante no sistema financeiro global.
A criptomoeda surgiu em 2009, com a criação do Bitcoin por uma pessoa ou grupo sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto.
Satoshi Nakamoto, criador pseudônimo do Bitcoin, é amplamente reconhecido como fundador das criptomoedas. Sua identidade real permanece desconhecida.
Nenhum país detém a posse do cripto. As criptomoedas são ativos digitais descentralizados, sem controle de governos ou autoridades centrais.





