

O mercado de criptomoedas está sob forte pressão desde meados de outubro, com saídas de capital dos ETFs que somam US$4,9 bilhões, refletindo uma clara mudança no sentimento dos investidores. Essas semanas sucessivas de resgates líquidos representam a maior onda de resgates registrada em ETFs de Bitcoin à vista desde abril de 2025, quando o BTC se aproximou de US$75.000. Resgates em massa de ativos cripto por meio desses fundos negociados em bolsa apontam um cenário preocupante: investidores institucionais e de varejo estão reduzindo a exposição a ativos digitais de forma sistemática por meio dessas estruturas.
Esse padrão de saídas traz impactos relevantes para o capital de mercado e para a formação de preços. Quando investidores dos ETFs realizam resgates em volume, há pressão negativa sobre a valorização dos ativos subjacentes e risco de novas ondas de venda. Os dados indicam que, diferentemente de correções motivadas por regulações ou liquidações pontuais, esse movimento resulta sobretudo de decisões conscientes de resgate nos ETFs — sugerindo uma reavaliação profunda da demanda por ativos cripto entre os participantes desses fundos.
A relevância dessas saídas dos ETFs vai além dos fluxos financeiros: elas evidenciam incerteza crescente no mercado. Com US$1,9 bilhão retirados em apenas uma semana do período de quatro semanas, o ritmo dos resgates revela preocupação entre os investidores. A recuperação do mercado depende agora da retomada de entradas consistentes nos ETFs, pois o atual ciclo de saídas mina a confiança nas valorizações dos ativos digitais. Até que a demanda por ativos cripto volte a se estabilizar, especialmente com participação institucional renovada via ETFs, o mercado continuará enfrentando obstáculos impostos pelos resgates, afetando o capital de mercado de forma geral.
O iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock alcançou uma dominância institucional inédita no universo das criptomoedas, concentrando cerca de 60% de todos os ETFs de Bitcoin à vista em 2025. Essa concentração reflete a força da adoção institucional que está redefinindo os mercados de ativos digitais, com o IBIT captando US$25 bilhões em aportes mesmo diante de turbulências no preço do Bitcoin. O desempenho do fundo chama atenção principalmente ao superar em captação o principal ETF de ouro, mesmo com rentabilidade negativa, demonstrando convicção institucional que vai além do curto prazo.
Essa concentração institucional impacta diretamente a estrutura do mercado e os fluxos de entrada nas exchanges. Quando um produto concentra tamanho volume de mercado, cria pontos de pressão centralizados em momentos de volatilidade. Atualmente, a maior parte do capital institucional em Bitcoin passa pelo IBIT, substituindo posições diretas em exchanges ou outras custódias. Essa consolidação faz com que as decisões de portfólio dos grandes investidores dependam cada vez mais da performance, precificação e operação estável de um único fundo. Com o reconhecimento do papel do Bitcoin em portfólios diversificados e o avanço regulatório, a dominância do IBIT ilustra para onde o capital institucional migra ao buscar exposição regulada. Compreender essa dinâmica de concentração é fundamental para analisar os fluxos nas exchanges e o comportamento do mercado de capitais ao longo de 2025.
O crash do mercado cripto em outubro de 2025 trouxe uma convergência crítica entre redefinição de alavancagem e problemas de liquidez, com liquidação de mais de US$19 bilhões em posições alavancadas em apenas um dia. Esse episódio expôs um ponto de vulnerabilidade: mecanismos automáticos de desalavancagem (ADL) foram acionados nas plataformas, causando colapso de 30–40% na profundidade dos livros de ofertas e convertendo um ajuste de mercado em crise em cascata. A raiz do problema estava na concentração de risco nos motores de margem das exchanges, onde traders operavam com alavancagens extremas entre 20x e 50x. Quando a infraestrutura das exchanges falhou sob pressão, posições solventes foram liquidadas por falhas locais de descoberta de preços, não por insolvência real. A liquidez fragmentada em múltiplas plataformas impediu que posições viáveis sob precificação cruzada sobrevivessem à volatilidade isolada de cada livro de ofertas. Esse reset mostrou como o design das exchanges, a margem disponível e a infraestrutura de mercado estão interligados. A recuperação da profundidade dos livros de ofertas foi lenta nas semanas seguintes, pois formadores de mercado reduziram sua atuação diante da incerteza sobre novas cascatas de liquidação. O episódio evidencia que o maior risco nos mercados alavancados de cripto está menos nas apostas direcionais e mais em cenários nos quais a liquidez desaparece e a operação das plataformas se torna instável ao mesmo tempo — uma tempestade perfeita agravada pela fragmentação estrutural das exchanges.
A diferença entre a forte oscilação do preço do Bitcoin e o desempenho dos ETFs de Bitcoin revela pontos essenciais sobre como o capital institucional influencia a dinâmica do mercado. Apesar da correção acentuada de 36% no preço do Bitcoin em 2025, a queda no patrimônio sob gestão dos ETFs norte-americanos ficou restrita a menos de 4%. Essa resiliência mostra uma mudança profunda na atuação dos investidores institucionais no mercado cripto através dos ETFs.
A estabilidade dos ativos em ETFs de Bitcoin evidencia que os fluxos desses fundos seguem padrões diferentes do mercado spot. Investidores institucionais que utilizam ETFs de Bitcoin demonstram maior convicção, já que a clareza regulatória e estruturas consolidadas reduzem barreiras para alocação de capital. O suporte institucional, junto a custódia padronizada e operações transparentes, exerce papel estabilizador e dissocia os fluxos de ETFs da volatilidade dos preços.
Os mecanismos de staking on-chain e demais participações em cripto continuam respaldados por essa base institucional. Os US$1,3 trilhão em entradas nos ETFs em 2025 refletem confiança duradoura mesmo diante de correções. Essa preservação de capital contrasta com a volatilidade do varejo, mostrando que investidores profissionais, ao usarem ETFs de Bitcoin como principal instrumento de exposição, mantêm posições mesmo em momentos de queda. A diferença entre a redução de 4% no patrimônio e a queda de 36% no preço indica que a adoção institucional dos ETFs de Bitcoin modificou profundamente a dinâmica dos fluxos de capital, trazendo uma resiliência inédita ao mercado cripto durante correções.
Em 2025, o mercado global de criptomoedas chega a cerca de US$4,5 trilhões. O Bitcoin lidera como principal ativo, seguido pelo Ethereum. A expansão do mercado é impulsionada pela adoção institucional e pelo avanço regulatório ao longo do ano.
As tendências de 2025 incluem evolução do DeFi 2.0, adoção ampla de stablecoins, expansão da tokenização, integração de CBDCs e maior eficiência de mercado via IA. O domínio do Bitcoin se amplia com o avanço institucional e amadurecimento da infraestrutura blockchain.
Entrada (inflow) é o depósito de criptomoedas em exchanges, indicando pressão compradora. Saída (outflow) corresponde à retirada dos ativos para carteiras pessoais, sinalizando intenção de proteção ou redução de liquidez por parte dos detentores.
Empresas deverão adotar stablecoins em massa para pagamentos e governos vão testar emissão de títulos via blockchain, acelerando a adoção da tecnologia.
Entradas em exchanges geralmente acompanham alta de preços, com entrada de capital no mercado, enquanto saídas tendem a ocorrer junto a quedas de preços. Essa correlação é intensificada em momentos de estresse, funcionando como sinalizador do sentimento do mercado e possíveis mudanças de tendência nos preços.
Fluxos líquidos das exchanges refletem o sentimento e a liquidez do mercado. Saídas elevadas indicam que investidores estão acumulando ativos fora das exchanges, enquanto entradas sugerem pressão de venda. Os investidores ajustam suas posições com base nesses padrões, usando-os como referência para timing de compra ou venda.
Sim, o Atlantis coin foi lançado em maio de 2021 e migrado para a BNB Chain em janeiro de 2022. Trata-se de uma criptomoeda sustentável que está ativa no mercado.
O AT coin é um token utilitário criado para reduzir taxas de negociação e apoiar lançamentos de novos tokens. Entre suas características estão descontos em transações, pagamentos de serviços de rede e benefícios no ecossistema para os detentores.
Você pode comprar AT coin nas principais exchanges e plataformas de criptomoedas. Basta acessar o marketplace, buscar pelo AT coin, escolher a quantidade e finalizar a compra pelo método de pagamento de sua preferência. Certifique-se de possuir uma carteira verificada para receber o token.
O AT coin serve como par de negociação líquido e ponto de entrada em protocolos DeFi, permitindo participação em empréstimos, financiamentos descentralizados e outras atividades, além de atuar como token utilitário multifuncional dentro do ecossistema.





