

O mercado de criptomoedas em 2025 revela uma divergência marcante entre indicadores técnicos, gerando sinais de risco complexos para quem opera. MACD e RSI, ferramentas tradicionalmente utilizadas para identificar o momentum das tendências, vêm apresentando leituras cada vez mais conflitantes, dificultando a análise e a tomada de decisão.
| Indicador | Comportamento | Implicação de Mercado |
|---|---|---|
| MACD | Cruzamentos de alta apontam aumento do momentum | Detecta mudanças de tendência por meio de cruzamentos das médias móveis |
| RSI | Leituras de sobrecompra (acima de 70) e sobrevenda (abaixo de 30) | Indica força da tendência e zonas de exaustão |
O caso do NEAR Protocol ilustra essa divergência. Em 7 de novembro de 2025, o NEAR apresentou uma valorização expressiva de 42%, saltando de US$2,097 para US$2,969, com cruzamentos de MACD confirmando o viés de alta por meio de um volume negociado superior a 9,7 milhões. Contudo, o RSI ultrapassou 80 apenas brevemente, sugerindo condições de sobrecompra que, normalmente, antecedem reversões de tendência. Esse comportamento mostra como ativos de criptomoedas conseguem permanecer em zona de sobrecompra por períodos mais longos que no mercado tradicional, tornando o RSI menos preciso em momentos de alta volatilidade.
Adicionalmente, a análise técnica do Bitcoin em dezembro de 2025 evidenciou o RSI oscilando entre níveis de sobrecompra e sobrevenda, enquanto o MACD apresentou sinais mistos. Para confirmações de alta, exigia-se fechamento diário acima de US$92.500, RSI acima de 50 e cruzamento positivo do MACD simultâneo. Ausentes múltiplos fatores de confirmação, os indicadores isolados se mostraram insuficientes para garantir sinais de negociação confiáveis, especialmente diante de choques macroeconômicos que ampliaram a volatilidade e desencadearam liquidações em cadeia no ecossistema cripto.
Cruzamentos de médias móveis são sinais técnicos relevantes, nos quais duas médias de períodos distintos se cruzam, gerando oportunidades de negociação. Quando a média móvel de menor prazo cruza acima da de longo prazo, ocorre o chamado “golden cross”, interpretado como indicação de alta e possível início de momentum ascendente. Já o “death cross” acontece quando a média curta cruza abaixo da longa, sinalizando pressão vendedora.
No entanto, esses sinais são considerados indicadores de atraso, pois apenas confirmam mudanças de tendência após seu início e não as antecipam. Pesquisas mostram que cruzamentos de médias móveis tendem a gerar falsos sinais, sobretudo em mercados laterais, onde não há direção definida. Esses sinais equivocados, conhecidos como whipsaws, podem resultar em prejuízos quando investidores entram antes do tempo.
Profissionais aprimoram a assertividade combinando métodos de confirmação. Associar cruzamentos de médias móveis a indicadores de momentum, como RSI ou MACD, reduz substancialmente a incidência de sinais falsos. Esses cruzamentos se mostram mais eficazes em ambientes de tendência clara, tanto de alta quanto de baixa, nos quais o preço mantém direção consistente.
Para obter performance ideal, o trader deve escolher os períodos de análise de acordo com sua estratégia e o contexto de mercado, evitando confiar exclusivamente nos cruzamentos como critério decisivo. O entendimento dessas limitações transforma os cruzamentos de médias móveis em elementos estratégicos, integrados a modelos completos de análise técnica.
A divergência entre volume e preço ocorre quando a cotação de um ativo segue uma direção e o volume negociado se comporta de forma diferente. Entretanto, estudos apontam que esse indicador é pouco confiável para identificar manipulação de mercado. De acordo com a literatura acadêmica, a divergência volume-preço está frequentemente relacionada a oscilações normais e não a fraudes, tornando o risco de falso positivo elevado.
A origem dessa limitação está em fatores como desequilíbrio no fluxo de ordens, mudanças espontâneas de sentimento e efeitos de momentum, que podem gerar divergências sem intenção manipulativa. Fluxos institucionais legítimos costumam provocar padrões de volume-preço semelhantes aos sinais de manipulação. Além disso, fatores técnicos, como cruzamentos de médias móveis e picos de volume, podem gerar leituras divergentes em condições rotineiras.
Análises estatísticas comprovam que a divergência volume-preço carece de especificidade para distinguir manipulação real de dinâmicas regulares de negociação. Os estudos indicam que esse indicador falha com frequência ao prever comportamentos fraudulentos, apresentando resultados inconsistentes conforme o cenário e o período analisado. Sua precisão diminui consideravelmente em mercados de baixo volume e não considera tendências amplas que afetam preço e volume simultaneamente.
A supervisão de mercado eficiente exige abordagens integradas, com múltiplos indicadores além da divergência volume-preço. Métodos forenses, que analisam padrões atípicos de negociação, variações anormais de preço e detecção automatizada de anomalias, oferecem maior confiabilidade para identificar manipulação do que o uso isolado desse indicador.
O valor do Notcoin é especulativo e depende da demanda do mercado. Em 2025, há potencial de valorização, mas o preço exato permanece incerto diante da volatilidade do mercado de criptomoedas.
Sim, o Notcoin apresenta perspectivas positivas. Com o avanço do TON, a tendência é que o Notcoin acompanhe, possivelmente aumentando em valor e adoção até 2025.
O Notcoin integra o ecossistema TON, mas sua legitimidade ainda é questionável. Embora exista, sua credibilidade é incerta. Recomenda-se cautela.
Notcoin é um ativo digital do universo Web3, projetado para facilitar transações e aplicações descentralizadas. Utiliza blockchain para garantir transferências de valor seguras, transparentes e eficientes.





