

A recente postura rígida do Federal Reserve influenciou fortemente a trajetória do Bitcoin em direção ao patamar de US$125.000. Analistas de mercado notaram queda nas probabilidades de o BTC atingir esse patamar em 2025, reflexo da política monetária mais restritiva do banco central. O sentimento se intensificou após a coletiva surpreendentemente agressiva de Powell, que apontou precificação prematura de cortes adicionais nas taxas pelo mercado.
Os dados atuais do mercado ilustram esse ambiente desafiador:
| Período | Variação do preço do BTC | Impacto da postura do Fed |
|---|---|---|
| 30 Dias | -16,53% | Comentários agressivos de Powell |
| 29 de Outubro de 2025 | Queda para US$110.000 | Declínio após reunião do FOMC |
| 4º trimestre de 2025 | Ímpeto enfraquecido | Expectativas reduzidas de corte em dezembro |
A dificuldade do Bitcoin para manter ímpeto acima da faixa de US$110.000-US$120.000 está diretamente relacionada à postura cautelosa do Fed sobre novos estímulos monetários. O atual shutdown do governo e o apagão de dados econômicos agravam esse quadro, tornando o posicionamento do banco central ainda mais delicado para sinalizações futuras.
Apesar desses desafios, traders na gate seguem atentos, já que padrões históricos indicam potencial de o Bitcoin alcançar US$170.000-US$180.000 até 2026, caso ocorra flexibilização monetária. No entanto, a perspectiva de curto prazo segue limitada pelo compromisso do Federal Reserve em combater a inflação persistente.
Com a alta das preocupações globais sobre inflação, investidores buscam cada vez mais o Bitcoin como proteção contra aumento de preços e desvalorização cambial. Dados recentes mostram que 46% dos usuários já consideram a criptomoeda uma defesa contra inflação, avanço significativo ante os 29% de períodos anteriores. Este salto reflete o reconhecimento do limite de oferta do Bitcoin, de 21 milhões de moedas, sendo 19,9 milhões atualmente em circulação.
A relação entre métricas de inflação e desempenho do Bitcoin apresenta padrões relevantes:
| Cenário de inflação | Desempenho do Bitcoin | Comportamento do investidor |
|---|---|---|
| CPI acima de 2,7% | Pressão inicial | Cautela e menor liquidez |
| CPI abaixo de 2,5% | Ímpeto positivo | Maior fluxo de capital |
| Taxas reais altas | Menor atratividade | Fuga para ativos convencionais |
| Taxas reais baixas | Maior atratividade | Adesão crescente como proteção |
O Bitcoin demonstrou desempenho notável em ciclos inflacionários específicos, valorizando 302% em períodos de inflação elevada entre 2020-2024, superando opções tradicionais de proteção. O CPI de junho de 2025, em 2,9%, pressionou o mercado cripto no início, mas investidores institucionais mantiveram alocações bilionárias em reservas de Bitcoin.
Esse movimento reforça a posição do Bitcoin como proteção legítima contra inflação, especialmente em ambientes de política monetária que fragilizam moedas fiduciárias. A correlação entre expectativas de inflação e investimentos em criptomoedas tornou-se cada vez mais positiva, consolidando o Bitcoin no portfólio moderno.
Estudos mostram que há transmissão de volatilidade dos mercados financeiros tradicionais para as criptomoedas, porém em grau limitado. Pesquisas com métodos econométricos avançados revelam que, embora ativos convencionais influenciem os movimentos das criptos, tal efeito se restringe a condições específicas de mercado.
A relação entre indicadores de volatilidade e preço do Bitcoin apresenta padrões interessantes:
| Canal de transmissão | Impacto no Bitcoin | Período observado |
|---|---|---|
| Choques de taxa de juros | Correlação negativa moderada | Mudança de política monetária |
| Picos do índice VIX | Aumento temporário da correlação | Eventos de estresse |
| Contração de liquidez | Volatilidade amplificada | Crises financeiras |
Desde 2020, o Bitcoin apresentou mudanças marcantes em sua correlação com ativos tradicionais. Na crise de liquidez de março de 2020, acompanhou as ações inicialmente, depois se descolou. Em outubro de 2025, com VIX em 27 ("Medo"), o Bitcoin caiu de seu recorde histórico de US$126.080 para cerca de US$103.642.
Essa relação dinâmica evidencia que o Bitcoin permanece parcialmente sujeito ao sentimento do mercado tradicional, em especial em momentos de volatilidade extrema, mas mantém dinâmicas próprias. Estudos de transmissão de volatilidade apontam que o mercado cripto desenvolve fatores de risco próprios, mantendo, contudo, conexão com o sistema financeiro em períodos críticos.
Em 2030, 1 Bitcoin pode valer entre US$250.000 e US$1 milhão, conforme tendências e projeções de longo prazo.
Se você investiu US$1.000 em Bitcoin há 5 anos, teria cerca de US$15.000 atualmente. O Bitcoin valorizou de modo expressivo desde 2020, apesar da volatilidade.
O BTC está caindo devido à venda dos detentores de longo prazo, ao medo no mercado e à resposta aos sinais de taxas do Fed. Os preços têm dificuldade de manter os suportes, e analistas alertam para novas quedas caso o sentimento não melhore rapidamente.
Em 06 de novembro de 2025, US$1 equivale a aproximadamente 0,0000096 Bitcoin (BTC). Essa taxa varia conforme o mercado.





