
O ambiente regulatório das criptomoedas segue em constante transformação à medida que avançamos para 2030, com a postura da SEC demonstrando mudanças, mas ainda marcada por incertezas. No segundo trimestre de 2025, a SEC extinguiu sua unidade de repressão a criptoativos e criou uma força-tarefa dedicada ao segmento, sinalizando uma transição estratégica de ações punitivas para uma elaboração estruturada de regras. O presidente da SEC, Paul Atkins, lançou o "Project Crypto" em novembro de 2025, com o objetivo de finalmente esclarecer como os ativos digitais se enquadram nas leis federais de valores mobiliários.
Um marco relevante foi a afirmação de Atkins de que "a maioria dos tokens cripto negociados hoje não são, por si só, valores mobiliários", sinalizando uma ruptura importante em relação ao posicionamento dos presidentes anteriores. A agência assumiu o compromisso de divulgar, nos próximos meses, uma taxonomia de tokens para classificar os diferentes tipos de ativos. Entretanto, persistem lacunas consideráveis no arcabouço regulatório. Apesar de a SEC ter revogado o Staff Accounting Bulletin 121 em janeiro de 2025, facilitando a custódia institucional de criptoativos, uma legislação federal abrangente continua pendente, mesmo após os históricos esforços legislativos durante a “Crypto Week”.
Em 2030, o rumo do setor dependerá fortemente do avanço da regulamentação estruturada para compor estruturas coesas. Profissionais do mercado seguem enfrentando incertezas sobre regulação de stablecoins, aplicação de regras para negociação e exigências de custódia. A articulação entre SEC e CFTC, além das negociações contínuas no Congresso, determinará se o ambiente regulatório nos próximos cinco anos será pautado por clareza ou incerteza, impactando diretamente a LINK e a confiança geral do mercado.
Reguladores de todo o mundo estão impondo requisitos de auditoria mais rigorosos para exchanges de criptomoedas, com foco em ampliar a transparência e assegurar a proteção dos investidores. A aplicação do Howey Test pela SEC classifica diversas ofertas de tokens como valores mobiliários, exigindo divulgações detalhadas e elevados padrões de conformidade. O novo Formulário 1099-DA do IRS representa uma mudança relevante ao exigir que corretoras e exchanges de criptomoedas adotem padrões de reporte mais robustos para transações com ativos digitais, promovendo a padronização dos relatórios financeiros em todo o setor.
O regulamento MiCA (Markets in Crypto-Assets) da União Europeia institui estruturas de auditoria uniformes entre os 27 países-membros, consolidando um novo parâmetro global de compliance. As principais exchanges agora enfrentam escrutínio ampliado sobre seus processos de auditoria, sendo obrigadas a divulgar posições de ativos e passivos por meio de auditorias completas de prova de reservas. As normas atuais exigem demonstrações financeiras transparentes, detalhando metodologias de avaliação, riscos operacionais e protocolos de segurança, elevando de forma substancial o padrão de responsabilidade adotado pelo setor. Ao uniformizar os critérios de auditoria, os reguladores buscam coibir fraudes e falhas operacionais, fortalecer a confiança dos investidores institucionais e garantir que as exchanges mantenham reservas suficientes e práticas eficientes de gestão de riscos.
Reagindo ao endurecimento regulatório, as principais exchanges de criptomoedas intensificaram significativamente seus frameworks de Know Your Customer (KYC) e Anti-Money Laundering (AML) ao longo de 2025. As novas medidas representam uma evolução estrutural rumo a um padrão institucional de compliance, voltado à prevenção de fraudes, lavagem de dinheiro e violações de sanções.
O ambiente regulatório se tornou muito mais rigoroso, com as exchanges implementando protocolos de due diligence que vão além da simples verificação de identidade. Os processos atuais de KYC abrangem múltiplas etapas, como validação de documentos via passaporte ou RG, verificação de comprovante de endereço e autenticação biométrica por selfie, reduzindo riscos de falsidade ideológica e identidades sintéticas.
O monitoramento de transações evoluiu com o uso de inteligência artificial para detectar padrões financeiros complexos e comportamentos atípicos. As exchanges agora cumprem a Travel Rule, que determina que informações do remetente e do destinatário acompanhem transferências de criptomoedas que superem certos valores — normalmente em torno de US$1.000. Essa regra vale para todos os Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (VASPs) em transferências internacionais.
A adoção de programas AML baseados em risco envolve Due Diligence de Clientes (CDD), monitoramento contínuo das transações e Enhanced Due Diligence (EDD) para perfis de risco elevado. Cerca de 30% das instituições financeiras já adotaram programas de compliance com foco em ESG para aprimorar o monitoramento transacional. Esses investimentos em infraestrutura de compliance permitem que as exchanges provem aderência regulatória robusta, ao mesmo tempo em que se protegem contra sanções e pesadas penalidades financeiras que poderiam comprometer a continuidade operacional.
O mercado de criptomoedas em 2025 passou por transformações profundas impulsionadas por anúncios regulatórios e medidas de fiscalização. O comunicado conjunto da SEC e CFTC, juntamente com a implementação do MiCA na União Europeia, trouxe estruturas mais claras, ampliando a confiança institucional e restringindo a participação de players menores. Essa convergência regulatória alterou de maneira estrutural o comportamento de negociação nas principais exchanges.
Os volumes de negociação refletem diretamente esse impacto. O volume à vista caiu expressivamente do primeiro para o segundo trimestre de 2025, com a média diária recuando de US$51 bilhões para US$40 bilhões — uma queda de 21,7% no volume trimestral das principais plataformas. Essa retração evidencia como a incerteza regulatória afetou a participação no mercado.
| Período | Média Diária de Volume | Variação |
|---|---|---|
| Q1 2025 | US$51 bilhões | Base |
| Q2 2025 | US$40 bilhões | -21,7% |
A volatilidade da Chainlink ilustra a sensibilidade do mercado à regulação. Após os anúncios regulatórios, LINK teve variações acentuadas, com investidores reavaliando seu papel na infraestrutura DeFi e nos mercados de capitais. O recente lançamento do ETF Grayscale LINK registrou entradas de US$41 milhões em apenas 24 horas, confirmando o interesse institucional mesmo após pressões anteriores de realização de lucros.
A relação entre clareza regulatória e adoção institucional criou um mercado bifurcado. Grandes instituições aumentaram suas posições, enquanto investidores de varejo adotaram postura defensiva diante das complexidades regulatórias, refletida em um salto de 60% nas transferências para cold wallets após incidentes de segurança. O cenário confirma que a regulação segue como o principal fator de influência sobre o sentimento e as dinâmicas de negociação em 2025.
Sim, LINK é considerado um investimento promissor. Seu papel central em redes descentralizadas de oráculos e seus sólidos fundamentos sustentam grande potencial de crescimento a longo prazo.
Sim, a Chainlink atingiu US$100 no final de 2025, impulsionada por condições favoráveis de mercado e pela crescente adoção de sua tecnologia de oráculos.
Em dezembro de 2025, a Chainlink deve atingir US$13,42, uma alta de 2,08%. Essa estimativa é baseada nas tendências atuais de mercado e na correlação com outras criptomoedas.
Com base nas projeções atuais, 1 Chainlink (LINK) deverá valer aproximadamente US$18,09 em 2030.





