

O BTC.b tornou-se um dos principais pilares do DeFi na Avalanche desde 2022, contando com cerca de US$550 milhões em circulação e integrações abrangentes com grandes protocolos, incluindo Aave, GMX, BENQI e LFJ. A Lombard adquiriu estrategicamente a infraestrutura e os ativos relacionados ao BTC.b, posicionando o Protocolo Lombard para assumir total responsabilidade pelas operações de ponte e pela arquitetura de segurança do BTC.b. Essa transição assegura continuidade total para usuários e integrações existentes, ao mesmo tempo em que abre espaço para uma expansão significativa.
O que é BTC.b? O BTC.b é um ativo de próxima geração, lastreado em Bitcoin, que opera em uma arquitetura de protocolo transparente e auditável, projetada especialmente para a economia descentralizada. O novo BTC.b será permissionless, não-custodial e seguro — oferecendo segurança de padrão institucional para Bitcoin onchain, sem depender de intermediários ou gatekeepers institucionais.
Essa transição estratégica atende a três objetivos centrais. Primeiro, eleva o nível de segurança por meio de uma arquitetura multicamadas com validação descentralizada de um consórcio de instituições líderes. Segundo, viabiliza expansão multichain, com implantação nativa em Ethereum, Katana, MegaETH e Solana na primeira fase. Terceiro, aprimora o acesso com emissão permissionless diretamente de BTC nativo pelo App Lombard, tornando ativos lastreados em Bitcoin acessíveis ao lado do LBTC.
Para usuários e protocolos, nada muda de imediato: o BTC.b continua sendo o mesmo token, com saldos, endereços e integrações mantidos. A principal diferença está nas oportunidades de crescimento do BTC.b, incluindo implantações em novas blockchains, aumento de liquidez, integrações DeFi ampliadas e um caminho otimizado para desenvolvedores integrarem BTC nativo em aplicações usando o SDK completo da Lombard.
Para Usuários:
A experiência do usuário preserva a continuidade essencial em todos os aspectos. O endereço do contrato, símbolo e nome do token permanecem iguais, garantindo reconhecimento e compatibilidade com sistemas existentes. O mecanismo de lastro mantém reservas 1:1 em BTC nativo, sem rehypothecation ou staking, assegurando as mesmas garantias de segurança. Todos os saldos, endereços e integrações de carteiras permanecem intactos, sem necessidade de ação por parte dos usuários. Integrações já existentes com os principais protocolos — Aave, GMX, BENQI, LFJ e as demais plataformas DeFi — continuam normalmente, sem interrupção.
Para Protocolos:
Mudanças em nível de protocolo exigem atenção a atualizações técnicas pontuais. Os endereços dos contratos permanecem os mesmos, garantindo compatibilidade retroativa para quase todas as integrações. Porém, os protocolos deverão ajustar seus fluxos de resgate: a função 'unwrap' anterior do smart contract do BTC.b foi descontinuada. Antes, essa função previa saques de BTC para endereços específicos gerados pela Core Wallet a partir da mesma seed usada para endereços Avalanche. Agora, a nova arquitetura exige que os protocolos informem explicitamente o destinatário na função 'redeemForBTC' ao interagir com o novo smart contract AssetRouter implantado.
Os oráculos de preço padrão seguem funcionando normalmente, enquanto os feeds de Proof of Reserve serão atualizados para versões baseadas na Lombard assim que estiverem disponíveis via Chainlink. Pools de liquidez e mercados de empréstimo já existentes não são impactados pela transição, permitindo continuidade das operações DeFi.
Essa transição é uma evolução de infraestrutura, não uma migração de token. O BTC.b atualmente em sua posse permanecerá inalterado após a conclusão da transição.
Expansão Multichain:
O BTC.b deixa de ser exclusivo da Avalanche e passa a estar disponível também no Ethereum mainnet, Katana, MegaETH e Solana durante a fase de expansão. Essa estratégia multichain amplia de forma relevante a acessibilidade e liquidez, mantendo segurança e auditabilidade em todas as redes suportadas.
Emissão Direta:
Um recurso inovador permite que qualquer usuário emita BTC.b diretamente a partir de Bitcoin nativo pelo App Lombard, sem intermediários, sem KYC e sem restrições geográficas — exceto em jurisdições sancionadas. Essa abordagem permissionless democratiza o acesso a ativos DeFi lastreados em Bitcoin e remove barreiras no processo de criação de ativos.
Integração via SDK:
A integração do BTC.b com o SDK Lombard permite que desenvolvedores implementem funcionalidades avançadas em aplicações parceiras. Com isso, é possível viabilizar depósitos de BTC nativo e oferecer acesso a rendimento em Bitcoin com apenas um clique, tudo dentro das próprias plataformas. As integrações nativas de carteiras garantem uma experiência fluida ao usuário. O SDK proporciona implementação ágil, documentação detalhada e suporte, além de produtos de cofre unificados para BTC.b e LBTC.
Arquitetura de Segurança Aprimorada:
A transição implementa um modelo de segurança multicamadas, minimizando a necessidade de confiança, e substitui a infraestrutura anterior por sistemas de verificação de padrão institucional. A arquitetura foi projetada especificamente para escalar o BTC.b em múltiplas blockchains, preservando auditabilidade e disciplina operacional em todas as etapas.
Comparativo de Arquitetura:
A ponte Avalanche atual utiliza enclaves Intel SGX e uma rede Warden para indexar o Bitcoin e coordenar transações, sendo uma solução focada em uma única blockchain com controle operacional centralizado. A nova arquitetura do Protocolo Lombard revoluciona a segurança com múltiplas camadas independentes e validação descentralizada, permitindo implantações multichain em escala, mantendo total transparência.
No modelo vigente, há isolamento de chaves usando enclaves SGX, aprovações pela rede Warden e operações de ponte centralizadas. Na nova abordagem, a gestão de chaves utiliza HSM, o Consórcio de Segurança conta com 15 membros em consenso tolerante a falhas bizantinas, dupla verificação com Cubist Bascule e Lombard Consortium, e o Lombard Ledger oferece rastreabilidade e transparência totais.
Por Que Essa Arquitetura É Relevante:
O modelo de segurança aprimorado elimina pontos únicos de falha ao exigir consenso da maioria entre 15 validadores independentes, tornando qualquer ataque dependente do comprometimento da maior parte de uma rede distribuída globalmente e composta por diferentes instituições. Além disso, princípios de defesa em profundidade determinam quatro camadas independentes de validação, criando redundância e prevenindo falhas em cascata. A verificação transparente permite Proof of Reserve em tempo real via Chainlink, possibilitando a qualquer pessoa auditar o lastro 1:1. A segurança baseada em hardware ancora a proteção de chaves no vHSM da Cubist, integrando HSMs FIPS 140 e Nitro Enclaves. Mecanismos de integridade cross-chain garantem verificação de colateral independente em cada blockchain. Por fim, auditorias externas realizadas por OpenZeppelin, Veridise e Halborn conferem credibilidade tanto à arquitetura de segurança quanto aos smart contracts, com resultados públicos.
Análise Detalhada do Modelo de Segurança:
Camada 1: Validação Descentralizada
O Consórcio de Segurança substitui a antiga rede Warden por 15 instituições independentes de ativos digitais, incluindo grandes players do mercado. Essa rede Proof-of-Authority opera o Lombard Ledger, camada de consenso tolerante a falhas bizantinas que registra todas as operações do protocolo onchain, de forma transparente. Cada transação precisa do consenso da maioria dos validadores, eliminando o controle operacional centralizado.
Camada 2: Gestão de Chaves com HSM
No novo modelo, membros do Consórcio utilizam o CubeSigner da Cubist para gerenciar chaves e assinar transações. Ao contrário do modelo anterior, onde enclaves SGX reconstruíam chaves e coordenavam aprovações, agora as transações são assinadas sem exposição do material sensível das chaves. As chaves permanecem protegidas em hardware seguro da Cubist, combinando HSMs FIPS 140 e Nitro Enclaves. Políticas de segurança adicionais restringem o uso das chaves a tipos de transação previamente aprovados por consenso.
Camada 3: Políticas de Governança
Políticas de segurança múltiplas regem o uso das chaves e a execução das transações. Timelocks impõem atrasos obrigatórios em operações sensíveis, evitando erros motivados por urgência. A aprovação multiparte exige que mais de um membro do consórcio autorize cada transação e alteração de política. Restrições de transação limitam o uso das chaves para operações específicas, como emissões lastreadas em depósitos auditados.
Camada 4: Verificação Independente da Ponte
Dois sistemas independentes validam todas as operações e garantem o lastro do colateral. O Bascule Drawbridge da Cubist verifica a consistência do colateral entre Bitcoin e as cadeias de destino, como Avalanche C-Chain e Ethereum. O Chainlink CCIP valida de forma independente o colateral em todas as blockchains em que BTC.b está disponível, fornecendo mensagens seguras cross-chain e Proof of Reserve em tempo real. Essa verificação dupla garante o lastro 1:1 de maneira redundante e independente.
Fluxo de Depósito:
O processo de depósito envolve diversas etapas de validação para garantir segurança e transparência. Primeiramente, depósitos autenticados direcionam usuários para endereços determinísticos que codificam o endereço EVM de destino na Avalanche C-Chain, facilitando a verificação do endereço e protegendo contra phishing. Em seguida, o Consórcio de Segurança valida e autentica a transação de depósito via consenso BFT no Lombard Ledger. Depois, tanto o Bascule quanto o CCIP confirmam de forma independente o lastro do colateral. Por fim, os tokens BTC.b são emitidos para o endereço especificado após todas as validações bem-sucedidas. O fluxo de saque segue o mesmo padrão de validação multicamadas, garantindo consistência e segurança.
Para Desenvolvedores: Atualizações de Integração:
Desenvolvedores na Avalanche devem saber que, apesar dos endereços dos contratos permanecerem os mesmos, o fluxo de resgate de BTC mudou. A função unwrap foi descontinuada, sendo necessário implementar o novo adaptador Lombard para resgates. Quem utiliza Proof of Reserve precisará atualizar os feeds assim que estiverem disponíveis na versão Lombard via Chainlink.
Usuários do Core Wallet contarão com SDK Lombard integrado já no lançamento, permitindo aquisição direta de BTC.b pela interface da Core Wallet.
As novas integrações via SDK Lombard oferecem caminhos simplificados para protocolos, carteiras e plataformas, com API unificada para BTC.b e LBTC, componentes de UI otimizados para agilidade, fluxos de emissão simplificados e suporte de alto padrão para desenvolvedores.
A transição técnica seguiu um planejamento rigoroso para garantir segurança e mínimo impacto ao usuário. Migração, testes e auditorias de segurança foram realizados ao longo do ano. A conclusão da transição já ocorreu, com testes exaustivos e stakeholders preparados.
O processo envolveu etapas cruciais: auditorias finais de segurança realizadas por terceiros, validação de todas as mudanças arquiteturais e de implementação, implantação no mainnet acompanhada de períodos de verificação estendida, permitindo monitoramento e correção de eventuais falhas, migração transparente e disponível para o usuário, e monitoramento pós-lançamento para garantir estabilidade e resposta rápida a incidentes.
As equipes Lombard e Avalanche comunicaram o progresso por canais oficiais em cada etapa. Recomenda-se que stakeholders acompanhem os canais oficiais para informações detalhadas e orientações de migração.
A transição técnica do BTC.b para a arquitetura Lombard marca uma evolução estrutural que eleva os níveis de segurança, escalabilidade e acessibilidade, mantendo total continuidade para usuários e integrações existentes. O novo arcabouço substitui modelos operacionais centralizados por validação descentralizada de 15 instituições independentes, com gestão de chaves via hardware e múltiplas camadas de segurança, além de permitir expansão para Ethereum, Solana e outras grandes blockchains.
Usuários não precisam realizar nenhum procedimento — seus tokens, saldos e integrações permanecem inalterados ao longo da transição. Desenvolvedores contam com integração facilitada via SDK, emissão permissionless e segurança de padrão institucional, sem prejuízo à acessibilidade ou descentralização. Auditorias externas independentes garantem integridade arquitetural.
O BTC.b permanece como a principal ponte de Bitcoin da Avalanche, evoluindo para um ativo Bitcoin verdadeiramente multichain que une segurança institucional com princípios permissionless. Este é um avanço expressivo em soluções de Bitcoin bridged, com foco em segurança e empoderamento do usuário.
BTC.b representa o Bitcoin que foi bridged para a blockchain Avalanche. É um token equivalente ao Bitcoin na Avalanche, permitindo transações cross-chain e integração ao ecossistema Avalanche.
O BTC.b é seguro quando utilizado em carteiras confiáveis e seguindo boas práticas de segurança. Sempre mantenha suas chaves privadas protegidas, ative autenticação em dois fatores e acompanhe atualizações de segurança para proteger seus ativos.
BTC.b é um token de Bitcoin bridged na rede Avalanche, representando Bitcoin bloqueado na blockchain do Bitcoin. Ele permite que o usuário acesse o valor do Bitcoin e realize negociações na Avalanche, mantendo paridade 1:1 com o Bitcoin.




