
O ERC20 (Ethereum Request for Comments 20) é um padrão técnico utilizado em smart contracts na blockchain da Ethereum. Ele estabelece um conjunto comum de regras que todos os tokens baseados em Ethereum devem seguir, facilitando tanto a criação de novos tokens pelos desenvolvedores quanto a integração desses tokens com aplicações descentralizadas (dApps), carteiras digitais e outras plataformas.
O ERC20 foi proposto por Fabian Vogelsteller em novembro de 2015 e, desde então, tornou-se o padrão de tokens mais adotado no universo das criptomoedas. Essa padronização foi decisiva para o crescimento da rede Ethereum e para o desenvolvimento do mercado de ativos digitais.
Os tokens ERC20 contam com seis funções obrigatórias e três opcionais:
Funções obrigatórias:
Funções opcionais:
O padrão ERC20 garante que tokens possam operar sem atritos entre diferentes plataformas. Carteiras digitais, exchanges e dApps conseguem integrar tokens ERC20 facilmente, sem necessidade de desenvolvimento personalizado para cada token, o que reduz tempo e complexidade para desenvolvedores.
Tokens ERC20 funcionam a partir de smart contracts, que são acordos autoexecutáveis com regras definidas diretamente em código. Essa automação traz transparência, segurança e elimina intermediários nas transações de tokens.
Desenvolvedores podem lançar novos tokens sem construir toda a infraestrutura blockchain do zero. O framework padronizado do ERC20 reduz de maneira significativa o tempo de desenvolvimento e os custos envolvidos.
O ERC20 conquistou aceitação em massa no ecossistema cripto. As principais carteiras digitais, plataformas descentralizadas e serviços do mercado suportam tokens ERC20, garantindo acessibilidade e usabilidade em larga escala.
Tokens ERC20 aproveitam a alta liquidez disponível em exchanges e plataformas de negociação. O padrão facilita o processo de listagem e negociação desses tokens em diversos ambientes.
O ERC20 passou por auditorias e testes extensivos ao longo dos anos. Apesar de nenhum sistema ser totalmente invulnerável, a maturidade e a extensa documentação do padrão oferecem uma base robusta de segurança.
Muitos projetos blockchain emitem utility tokens ERC20 que garantem acesso dos usuários a produtos ou serviços específicos dentro dos seus ecossistemas. Esses tokens cumprem funções além da especulação.
DAOs (organizações autônomas descentralizadas) e protocolos DeFi utilizam tokens de governança ERC20, permitindo aos usuários votar em alterações de protocolo e participar de decisões estratégicas.
Diversas stablecoins populares utilizam o padrão ERC20, garantindo estabilidade de preço por meio da paridade com moedas fiduciárias ou outros ativos.
Empresas utilizam tokens ERC20 como base para programas de recompensas, fidelidade e incentivos, aproveitando a programabilidade e transparência proporcionadas pela blockchain.
Transações com tokens ERC20 exigem o pagamento de taxas de gas na rede Ethereum, que podem aumentar consideravelmente em momentos de congestionamento. É importante considerar esses custos ao planejar movimentações.
A rede Ethereum já enfrentou gargalos de escalabilidade, mas soluções de Layer 2 e atualizações em andamento buscam mitigar esses problemas progressivamente.
Embora o padrão ERC20 seja seguro, implementações individuais podem apresentar vulnerabilidades. Por isso, é essencial pesquisar e realizar due diligence antes de transacionar com qualquer token ERC20.
Versões antigas do ERC20 apresentavam riscos de perda definitiva de tokens ao serem enviados para contratos incompatíveis. Novos padrões, como o ERC223 e o ERC777, já corrigiram esse problema, mas a atenção permanece necessária para tokens mais antigos.
O universo cripto segue em constante evolução, e novos padrões foram desenvolvidos a partir da base do ERC20:
Apesar dessas inovações, o ERC20 segue liderando como padrão para tokens fungíveis e permanece como base do ecossistema de tokens na Ethereum.
O padrão ERC20 foi crucial para consolidar a Ethereum como principal plataforma para emissão de tokens e aplicações descentralizadas. Sua simplicidade, ampla adoção e funcionalidades robustas fazem dele a escolha preferencial dos desenvolvedores. Mesmo com alternativas mais recentes e sofisticadas, o histórico e o suporte do ERC20 garantem sua relevância contínua no universo blockchain.
Entender o ERC20 é fundamental para quem deseja atuar no ecossistema Ethereum, seja como desenvolvedor, investidor ou usuário. À medida que o setor blockchain amadurece, os princípios do padrão ERC20 continuam moldando a criação, a gestão e a negociação de ativos digitais em redes descentralizadas.
ERC-20 é um padrão técnico para tokens fungíveis na blockchain da Ethereum. Esses tokens são intercambiáveis e têm valor equivalente, sendo amplamente utilizados como criptomoedas e ativos digitais.
Não. Ethereum é uma rede blockchain, enquanto ERC-20 é um padrão de token que funciona dentro da Ethereum. O ERC-20 define regras para criar tokens fungíveis, mas não são a mesma coisa.
A Trust Wallet suporta tanto ETH quanto tokens ERC-20. Trata-se de uma carteira compatível com a Ethereum para armazenar, gerenciar e transacionar ETH e tokens ERC-20 na rede.
Tokens ERC-20 são fungíveis na Ethereum, garantindo interoperabilidade entre aplicações. Os destaques são funções padronizadas em smart contracts, compatibilidade com carteiras e exchanges, e suporte para transações e interações com contratos. Desenvolvedores criam esses tokens por meio de smart contracts, e as taxas de gas cobrem os custos da rede.
ERC-20 é voltado para tokens fungíveis, com valor idêntico entre si. ERC-721 cria tokens não fungíveis (NFTs) únicos. ERC-1155 permite a emissão de tokens fungíveis e não fungíveis em um único contrato, oferecendo flexibilidade.
Tokens ERC-20 são geralmente seguros quando emitidos por projetos confiáveis e com smart contracts auditados. Os principais riscos envolvem vulnerabilidades em contratos, golpes (rug pulls) e ataques de phishing. Sempre verifique a legitimidade do projeto e utilize carteiras seguras para armazenamento.





