
Vitalik Buterin, reconhecido como um dos grandes visionários do setor de blockchain, concebeu o Ethereum como um computador global descentralizado. Inspirado pelo Bitcoin e consciente de suas limitações, Buterin lançou o Ethereum com a proposta de ampliar as possibilidades do blockchain para além das transações financeiras simples.
Em 2013, Buterin apresentou o whitepaper do Ethereum, sugerindo uma alternativa à tecnologia do Bitcoin capaz de suportar operações mais sofisticadas. O lançamento oficial do Ethereum ocorreu em julho de 2015, reunindo figuras de destaque do universo cripto em seu time fundador, como Charles Hoskinson e Gavin Wood, que mais tarde deixaram o projeto para seguir novos empreendimentos.
A versão inicial do Ethereum adotou o consenso Proof of Work (PoW), que rapidamente trouxe problemas de escalabilidade conforme a rede crescia. No fim de 2017, o Ethereum enfrentava dificuldades importantes: taxas de gás elevadas, baixa velocidade nas transações e alto consumo de energia. Essas limitações evidenciaram a necessidade de aprimoramentos substanciais.
A difficulty bomb do Ethereum foi um protocolo essencial implementado no bloco 200.000 da rede. O objetivo era elevar exponencialmente a dificuldade de mineração, tornando o processo cada vez mais caro e exigente em termos energéticos. Esse mecanismo desempenhou funções-chave:
Apesar da relevância, o processo de migração para o PoS demandou vários anos. Nesse intervalo, a rede passou por diversas atualizações para postergar os efeitos da bomb e otimizar o desempenho.
Em 2022, o Ethereum concluiu a transição para o sistema PoS, conhecido como Ethereum 2.0. Essa mudança representou uma redução substancial no consumo de energia da rede e eliminou a necessidade da difficulty bomb. The Merge foi um marco na trajetória do Ethereum, solucionando muitos dos desafios históricos da plataforma.
Vitalik Buterin delineou um roadmap ousado para as futuras evoluções do Ethereum, incluindo:
Essas atualizações têm como meta ampliar ainda mais as capacidades do Ethereum, sendo que Buterin projeta que a rede poderá processar um volume muito superior de transações por segundo (TPS) ao final do roadmap. Com isso, o Ethereum se colocaria muito à frente dos processadores de pagamentos tradicionais em termos de capacidade transacional.
A visão de Vitalik Buterin impulsionou o Ethereum de uma proposta inovadora para um ecossistema blockchain de referência. Com estratégias como a difficulty bomb e a bem-sucedida migração para PoS, o Ethereum mostrou alta capacidade de adaptação e superação de obstáculos. Com as futuras atualizações, a plataforma tende a redefinir os limites da tecnologia blockchain e fortalecer sua liderança no universo descentralizado.
A dificuldade do Ethereum é recalibrada a cada epoch para manter o tempo de bloco em 14 segundos, variando conforme o desempenho da rede.
O Bitcoin continua sendo a criptomoeda mais desafiadora para mineração em 2025, devido ao alto grau de dificuldade e ao uso de equipamentos ASIC especializados, dificultando a competição dos mineradores convencionais.
Minerar 1 ETH normalmente leva pelo menos um mês utilizando pools de mineração, devido à dificuldade atual da rede. Na mineração solo, esse período pode ser ainda maior.





