
A indústria musical sempre foi sinônimo de centralização, com diversos agentes intermediários dominando toda a cadeia de valor. Gravadoras, agentes, promotores e produtores tradicionalmente detêm grande influência sobre a trajetória dos artistas e seus rendimentos. Porém, o avanço das tecnologias Web3 e da infraestrutura blockchain traz uma oportunidade de transformação ao propor soluções descentralizadas, maior engajamento comunitário e modelos de propriedade fortalecidos. Essa evolução representa uma virada relevante na forma como criptoativos e ativos digitais podem reinventar os setores criativos.
O setor musical contemporâneo enfrenta obstáculos interconectados que dificultam o desenvolvimento dos artistas e a remuneração justa. Compreender esses desafios exige analisar sua trajetória histórica.
Escassez de Recursos para Músicos Independentes
Tradicionalmente, músicos independentes lidaram com barreiras de entrada elevadas, devido aos altos custos de produção profissional e distribuição. Diversos artistas reconhecidos mundialmente – como Madonna, Lady Gaga, Ed Sheeran e Beyoncé – foram inicialmente recusados por grandes gravadoras, tendo que trilhar caminhos sem apoio institucional ou recursos. Mesmo quando conquistam sucesso comercial por meio das gravadoras, a distribuição dos ganhos permanece desproporcional. Por exemplo, em 2011, um álbum de destaque que vendeu mais de 20.000 cópias na semana de lançamento e liderou as paradas gerou pagamentos mínimos de royalties aos músicos, evidenciando a desigualdade sistêmica na distribuição de receitas.
Mudanças nas Estruturas de Propriedade de Royalties
A propriedade de royalties passou por grandes transformações ao longo da história do setor. Nas décadas de 1960 e 1970, as gravadoras detinham controle quase absoluto sobre o repasse dos royalties, pois possuíam a infraestrutura exclusiva dos estúdios profissionais. Esse domínio se estendia por toda a cadeia de produção e distribuição.
Com o advento da tecnologia digital nos anos 2000—especialmente computadores e o formato MP3—surgiu a produção musical doméstica, enfraquecendo o monopólio das gravadoras. Contudo, essa democratização também resultou na pirataria generalizada, provocando instabilidade econômica no setor.
Mais recentemente, plataformas de streaming como Spotify e YouTube reduziram ainda mais o domínio das gravadoras sobre a distribuição. Tais plataformas permitem que músicos independentes publiquem suas obras sem intermediação, mas as gravadoras mantêm relevância devido à expertise em marketing e gestão financeira, levando muitos artistas a aceitarem contratos desfavoráveis em troca de promoção e suporte profissional.
Tecnologias Web3 e soluções cripto oferecem abordagens estruturais para enfrentar questões de centralização presentes nos modelos tradicionais da indústria. Ao transferir o poder dos intermediários institucionais para artistas e comunidades, plataformas blockchain podem remodelar a dinâmica do setor com mecanismos de finanças descentralizadas.
Financiamento Descentralizado
A infraestrutura Web3 permite acesso livre à captação de recursos para projetos musicais por meio de sistemas cripto e tokenizados. Em vez de depender da aprovação de gravadoras e seus filtros, artistas podem apresentar diretamente seu trabalho a potenciais apoiadores. Esse modelo transforma o financiamento tradicional ao permitir que fãs se tornem investidores e participem dos lucros gerados pelos projetos musicais. O processo de captação torna-se descentralizado, distribuído entre comunidades engajadas, e não concentrado em entidades institucionais.
Plataformas Web3 viabilizam múltiplos mecanismos de apoio aos artistas por meio de transações cripto. Músicos podem captar recursos diretamente das comunidades e receber suporte de marketing das redes de fãs, que promovem o conteúdo em diversos canais. Isso representa uma mudança fundamental na economia do setor, com fãs assumindo papéis ativos e interesses financeiros e promocionais no sucesso dos artistas.
Distribuição Recíproca de Valor
Plataformas Web3 criam dinâmicas de ganhos mútuos entre músicos e apoiadores por meio de transações cripto transparentes. Ao eliminar custos intermediários, essas plataformas podem repassar uma parcela muito maior da receita diretamente aos artistas e investidores. Os lucros oriundos de serviços de streaming são coletados e distribuídos proporcionalmente aos participantes das campanhas conforme o nível de investimento, utilizando a tecnologia blockchain.
Os artistas mantêm o controle criativo ao definir objetivos, metas de captação e percentuais de divisão dos lucros. Apoiadores ganham participação nos rendimentos das músicas e podem receber retornos de múltiplos canais, como royalties do Spotify, Apple Music, YouTube e TikTok. Esse modelo incentiva artistas e comunidades a ampliar a visibilidade e o engajamento, gerando motivação recíproca para divulgação e criação de conteúdo de qualidade.
Propriedade Ampliada com Blockchain
A integração ao blockchain fortalece os direitos de propriedade e a transparência para todos os participantes. Smart contracts possibilitam distribuição automatizada e segura dos lucros, com total rastreabilidade das transações. Investidores podem acompanhar todas as movimentações financeiras por meio de exploradores de blockchain, garantindo transparência e responsabilidade na distribuição dos pagamentos dentro do ecossistema cripto.
Novas funcionalidades em plataformas musicais Web3 incluem integração de tokens não fungíveis (NFT), permitindo que apoiadores criem portfólios musicais personalizados e façam staking de participações em músicas para ampliar o valor dos colecionáveis digitais. A posse de NFTs possibilita negociação e gestão de portfólios entre os membros da comunidade, estendendo o conceito de propriedade além dos modelos tradicionais de equity. Tais mecanismos transformam o investimento musical, antes abstrato, em ativos digitais negociáveis dentro do universo cripto.
Historicamente, grandes conglomerados midiáticos centralizaram o controle das narrativas culturais ao decidir quais músicas recebiam distribuição e promoção. Rádios e emissoras de TV funcionavam como filtros, moldando preferências e agendas culturais.
O Web3 inverte esse modelo de poder. A tecnologia atual coloca artistas e fãs como protagonistas da criação, distribuição e promoção cultural. Artistas agora têm ferramentas para criar, distribuir e construir marcas próprias de forma independente, compartilhando sua arte globalmente. Fãs exercem autonomia na escolha musical, sem depender de algoritmos ou editores que determinam preferências.
Essa mudança de paradigma representa o encontro entre expressão criativa e participação econômica justa: artistas recebem remuneração adequada, fãs tornam-se participantes ativos, e a tecnologia facilita relações diretas entre criadores e apoiadores. A interseção entre música e Web3, impulsionada por soluções cripto inovadoras, concretiza o potencial de ecossistemas criativos verdadeiramente democráticos e governados pela comunidade.
Corite (CO) é um utility token da BNB Chain que alimenta uma plataforma descentralizada de distribuição musical. Ele permite que músicos monetizem suas obras, recebam apoio direto dos fãs e participem do ecossistema musical blockchain.
Bitcoin, Ethereum e Solana possuem forte potencial de crescimento. Altcoins promissoras em IA, DeFi e soluções Layer-2 podem gerar retornos de até 100x, mas exigem pesquisa aprofundada e avaliação cuidadosa de riscos.
Corite utiliza blockchain para realizar transações seguras e transparentes via sistema público de registros. Todas as operações são registradas e verificadas, garantindo transparência e segurança aos usuários do ecossistema cripto.
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