
A migração da Hedera para o Hyperledger Besu em substituição ao EthereumJ traz desafios técnicos relevantes que exigem atenção dos desenvolvedores. Essa transição, formalizada pelo HIP-26, tem como objetivo aprimorar os serviços de smart contracts, mas gera diferenças no ambiente de execução que impactam diretamente a compatibilidade. Profissionais acostumados aos sistemas EVM tradicionais identificam comportamentos distintos ao implantar contratos sobre o Hashgraph da Hedera, pois o protocolo opera de maneira essencialmente diferente das redes baseadas em proof-of-work ou proof-of-stake.
A vulnerabilidade central resulta da equivalência EVM incompleta na arquitetura da Hedera. Embora o Besu sirva como base mais robusta, alguns opcodes e contratos pré-compilados apresentam comportamentos imprevisíveis devido ao modelo tolerante a falhas bizantinas assíncrono do Hashgraph. Isso amplia a superfície de ataque, especialmente em protocolos financeiros complexos que dependem de garantias precisas de ordenação. Auditorias de segurança apontam que cerca de 40-50% dos smart contracts do Ethereum precisam de ajustes para operar na Hedera, evidenciando lacunas consideráveis de compatibilidade.
Os desafios de interoperabilidade agravam esses riscos. Com a integração do Besu, os desenvolvedores precisam dominar tanto os contratos de sistema exclusivos da Hedera quanto as implementações padrão EVM. Essa complexidade de camadas eleva as chances de erros lógicos e comportamentos inesperados durante a execução dos contratos. Além disso, a ausência de mecanismos de privacidade em determinadas versões do Besu expõe estados contratuais aos participantes da rede, contrastando com a proposta de privacidade da infraestrutura da Hedera.
Auditorias de segurança padronizadas voltadas à implementação EVM da Hedera ainda são escassas, tornando a detecção de vulnerabilidades mais complexa do que em ambientes Ethereum consolidados. Empresas que implantam aplicações críticas devem realizar avaliações abrangentes de ameaças, considerando essas especificidades arquitetônicas.
Em 2023, a comunidade de criptomoedas registrou grandes desafios de segurança que afetaram usuários de HBAR em dois episódios marcantes. A violação da Atomic Wallet foi a mais grave, comprometendo cerca de 5.500 carteiras. O ataque resultou no roubo de US$35 milhões a US$100 milhões em ativos digitais, atingindo menos de 1% dos usuários ativos mensais, porém causando perdas expressivas para os afetados. Investigações apontaram que parte dos usuários teve todo o portfólio drenado em transações não autorizadas iniciadas em 3 de junho de 2023.
Simultaneamente, usuários da HashPack também foram vítimas de transferências não autorizadas na rede Hedera, intensificando as preocupações de segurança para detentores de HBAR. Os dois incidentes expõem fragilidades críticas na infraestrutura de carteiras responsável pela custódia de ativos valiosos.
| Incidente de Segurança | Usuários Afetados | Estimativa de Perda Financeira | Gravidade do Impacto |
|---|---|---|---|
| Atomic Wallet | ~5.500 carteiras | US$35-100 milhões | Alta |
| HashPack | Usuários de HBAR | Não divulgado | Média |
Para investidores e traders de HBAR, esses casos reforçam a necessidade de optar por carteiras hardware ou outros métodos de custódia alternativos. Transferir os ativos de plataformas vulneráveis para carteiras hardware ou exchanges de reputação consolidada e protocolos robustos de segurança é uma estratégia prudente de mitigação de riscos.
O modelo de governança da Hedera traz riscos importantes de centralização, mesmo diante de avanços tecnológicos. O Hedera Governing Council, formado por até 39 multinacionais, exerce controle substancial sobre as operações da rede e decisões estratégicas, resultando em dependência distinta das redes blockchain permissionless. Embora a governança por conselho busque garantir conformidade regulatória e estabilidade, há concentração de poder entre membros que operam nós de consenso com limite individual de stake de 50 bilhões de HBAR divididos pelo total de nós.
A custódia em exchanges é outro ponto crítico para quem detém HBAR. A maior parte dos tokens em circulação depende da infraestrutura de segurança dessas plataformas, resultando em risco concentrado de custódia. Exemplos históricos ilustram esses riscos: um ataque à Poloniex em 2018 culminou no roubo de US$114 milhões, causando bloqueio de saques, seguido de um episódio em 2021, quando US$97 milhões foram comprometidos. Esses eventos evidenciam como vulnerabilidades em exchanges impactam diretamente os detentores, que podem perder acesso aos ativos durante incidentes de segurança.
A diversidade setorial e regional do conselho contribui para mitigar riscos de centralização e fortalecer a resiliência operacional. Contudo, esse fator não elimina o conflito entre uma governança centralizada e os princípios descentralizados do blockchain. Quem possui HBAR precisa estar ciente de que a participação na rede exige confiança na competência dos conselheiros e na segurança dos protocolos, ao contrário de alternativas permissionless, onde o usuário tem maior autonomia na governança e custódia dos ativos.
HBAR tem grande potencial graças à tecnologia corporativa da Hedera, à adoção crescente e a parcerias institucionais. O foco em sustentabilidade e segurança torna o projeto uma aposta atrativa para quem busca investimentos de longo prazo no setor cripto.
Sim, é possível que o HBAR alcance US$1, desde que o ecossistema continue se desenvolvendo e as condições de mercado sejam favoráveis. O desempenho consistente em 2024 indica que esse objetivo pode ser atingido nos próximos anos com a ampliação da adoção.
Para que o HBAR atinja US$5, seria necessário um market cap de aproximadamente US$250 bilhões, o que é teoricamente possível caso haja forte crescimento do ecossistema e ampla adoção. Contudo, no cenário atual, essa meta é altamente desafiadora.
HBAR supera em escalabilidade, processando 10.000 transações por segundo, enquanto o XRP chega a 1.500. Essa vantagem torna o HBAR mais indicado para aplicações corporativas em larga escala, oferecendo liquidação mais ágil.
HBAR é o token nativo da Hedera Hashgraph, uma plataforma de registro distribuído baseada em consenso proof-of-stake. Titulares de HBAR podem fazer staking, validar transações, proteger a rede e receber recompensas, viabilizando aplicações descentralizadas rápidas, seguras e escaláveis.
Compre HBAR em exchanges confiáveis e transfira para uma carteira segura. Para maior proteção, utilize carteiras hardware ou soluções de software com recursos avançados de segurança.
HBAR movimenta a rede de alto desempenho da Hedera, com taxas baixas e previsíveis, ideal para aplicações corporativas. Diferente do Bitcoin ou Ethereum, o HBAR prioriza utilidade e negócios, com liquidação mais rápida e custos transacionais estáveis.



