


O mercado de derivativos de criptomoedas em 2025 apresenta um cenário revelador por meio das dinâmicas das taxas de financiamento e dos padrões de interesse em aberto. As taxas de financiamento — pagamentos periódicos entre detentores de posições long e short — funcionam como um indicador imediato do sentimento do mercado, destacando comportamentos distintos entre classes de ativos. Nos futuros de Bitcoin, observa-se estabilidade, com taxas neutras próximas de zero e baixo nível de alavancagem especulativa, sinalizando confiança institucional e posicionamento cauteloso. Já nos futuros de altcoins, taxas elevadas e variações acentuadas no interesse em aberto indicam atividade especulativa intensa e mudanças bruscas de sentimento.
A divergência fica clara ao analisar as principais plataformas de derivativos. A Deribit detém mais de 60% do mercado de opções de Bitcoin, evidenciando a preferência institucional pelo gerenciamento de risco no ativo líder. Por outro lado, as altcoins apresentam alterações agressivas de posicionamento, com taxas de financiamento disparando durante altas e provocando liquidações em cascata quando ocorre reversão. A estabilidade da taxa de financiamento do Bitcoin em torno de 0,005% positiva sugere que os investidores mantêm confiança sem recorrer à alavancagem excessiva, enquanto as taxas das altcoins frequentemente superam 0,01%, refletindo posições superalavancadas e vulneráveis à liquidação em cascata. Essa diferença afeta diretamente os perfis de risco de liquidação: traders de Bitcoin enfrentam pressão gradual, enquanto operadores de altcoins estão sujeitos a liquidações súbitas e intensas quando as taxas disparam. Compreender essas métricas permite aos traders antecipar picos de volatilidade antes das movimentações de preço.
O avanço do interesse em aberto de opções além da marca de 1 milhão de contratos representa um ponto de inflexão relevante nos mercados de derivativos. Esse indicador, especialmente notável em 2025, mostra investidores institucionais e traders ampliando significativamente suas posições de proteção em meio à intensificação das incertezas macroeconômicas. Quando o interesse em aberto alcança patamares tão altos, sinaliza que os agentes do mercado estão antecipando volatilidade elevada e buscando proteção adicional.
Essa demanda persistente por hedge se traduz na montagem estratégica de posições defensivas. Participantes acumulam opções de venda (puts) e utilizam estratégias do tipo collar, adquirindo proteção contra oscilações adversas de preço. O predomínio desse comportamento indica que, mesmo diante de perspectivas de recuperação, preocupações significativas com riscos extremos permanecem presentes. O skew de volatilidade implícita — com puts fora do dinheiro sendo negociadas com prêmio superior em relação às calls — evidencia esse sentimento mais cauteloso refletido na precificação das opções.
A relação entre interesse em aberto elevado e precificação de risco de queda pode ser observada nos índices put-call e na distribuição dos preços de exercício. A maior demanda por hedge concentra-se em strikes inferiores, sugerindo que os participantes esperam que o preço busque níveis de suporte. Essa postura defensiva, mantida por períodos prolongados com interesse em aberto acima de níveis críticos, serve como alerta antecipado para possíveis liquidações em cascata. Demandas intensas por hedge geralmente precedem picos de volatilidade e fluxos de rebalanceamento, que podem resultar em liquidações sistemáticas de ativos correlacionados.
A conexão entre estagnação do interesse em aberto nos contratos perpétuos e o agravamento das liquidações em cascata evidencia uma vulnerabilidade essencial do mercado. Quando a atividade nos perpétuos se estabiliza após grandes eventos de desalavancagem, a aparente estabilidade oculta fragilidade estrutural. A crise de outubro de 2025 ilustra esse fenômeno: com o interesse em aberto estagnado em patamares baixos após a liquidação em cascata de US$ 19 bilhões, a menor profundidade e a participação reduzida criaram ambiente para volatilidade amplificada. Na Hyperliquid, liquidações somaram US$ 12,8 bilhões diante de apenas US$ 13,8 bilhões de interesse em aberto, evidenciando o enfraquecimento do mercado após desalavancagem massiva. Essa retração na negociação perpétua eleva o risco sistêmico, pois menos participantes significam menor descoberta de preços e spreads mais amplos, deixando as posições restantes vulneráveis a gatilhos de liquidação. Padrões históricos mostram que traders acumularam 80 milhões em posições alavancadas em 19 exchanges antes da cascata, indicando que, mesmo com menor participação, a alavancagem concentrada manteve o risco elevado. Quem interpreta estagnação do interesse em aberto como sinal de estabilização, na verdade, enfrenta risco ampliado de liquidações em cascata. A baixa participação reduz o suporte comprador em momentos de venda, enquanto a permanência de alavancagem entre os traders restantes cria condições para liquidações forçadas. Reconhecer esse sinal é fundamental: estagnação nos perpétuos não reduz o risco — muitas vezes indica um mercado prestes a enfrentar nova onda de volatilidade.
O mercado de derivativos em cripto consiste em contratos financeiros cujo valor é derivado de ativos digitais subjacentes. Esses instrumentos permitem a especulação sobre movimentos de preço, proteção de posições e operações 24 horas por dia via blockchain e smart contracts, assegurando transparência na formação dos preços.
Volatilidade no mercado cripto corresponde às oscilações rápidas e expressivas nos preços das criptomoedas, influenciadas por sentimento de mercado, notícias e fatores de oferta e demanda. Os criptoativos, em geral, apresentam volatilidade superior à dos mercados tradicionais, e ativos menores tendem a mostrar variações ainda mais intensas.
Sim. Volatilidade elevada provoca movimentos bruscos de preço que podem liquidar posições alavancadas. Em cenários de grandes oscilações, ocorrem chamadas de margem e as posições são fechadas automaticamente, gerando perdas significativas para traders alavancados.
A liquidação encerra automaticamente posições alavancadas em perda quando o colateral fica abaixo do exigido, forçando vendas a preços desfavoráveis. Isso intensifica a volatilidade, provoca vendas em cascata e pode acelerar quedas durante períodos de instabilidade.
NEAR Coin é o token nativo do NEAR Protocol, uma plataforma blockchain proof-of-stake. Ele viabiliza transações, assegura a rede por meio do staking e permite participação na governança do ecossistema NEAR.
As projeções para NEAR em 2025 variam entre US$ 2,4 e US$ 7,6, impulsionadas pela adoção institucional e tendências do mercado. O preço efetivo dependerá do crescimento da rede e das condições gerais do mercado de criptoativos.
O NEAR Protocol está posicionado para crescimento relevante. As previsões apontam possíveis valorizações, com estimativas entre US$ 3,70 e US$ 11,80 até 2026 e potencial de atingir US$ 71,78 em 2030. Como plataforma Layer 1, o NEAR segue expandindo seu ecossistema e adoção, fortalecendo sua proposta de valor de longo prazo.
Cada projeto tem seus diferenciais. Solana se destaca pelo grande volume de transações e ampla adoção, enquanto NEAR oferece experiência superior para desenvolvedores e infraestrutura mais acessível. A escolha ideal depende das necessidades e objetivos específicos do seu projeto.

