
O que é uma criptomoeda?
Mesmo que já tenha ouvido nomes como Bitcoin e Ethereum, é provável que não compreenda ao certo o que representam. Apesar das atenções mediáticas — como o Bitcoin a superar os 15 milhões de ienes — poucos realmente dominam os fundamentos ou os mecanismos das criptomoedas.
Este artigo apresenta de forma clara as características essenciais das criptomoedas e explica como se distinguem do dinheiro corrente e do dinheiro eletrónico. Com um sistema de valor autónomo em relação à moeda legal e negociação global, contínua, as criptomoedas estão a revolucionar os conceitos financeiros.
As criptomoedas são ativos digitais que funcionam como dinheiro e circulam através da internet. Ao contrário das notas e moedas físicas, não existem fisicamente — são apenas dados eletrónicos.
No Japão, a Lei dos Serviços de Pagamento define criptomoeda através de três características essenciais:
O termo legal era “moeda virtual”, mas foi alterado para “criptoativo” em maio de 2020, alinhando-se com a designação internacional “Crypto-Asset”. Na prática, ambos os nomes são usados nos meios de comunicação e no dia a dia.
O conceito de “criptoativo” reflete a utilização de criptografia para garantir as transações — esta tecnologia é a base de todas as criptomoedas.
As diferenças fundamentais entre criptomoedas e dinheiro tradicional (como o iene ou o dólar) residem na entidade emissora e no suporte do respetivo valor. As moedas fiduciárias são emitidas por autoridades centrais — governos ou bancos centrais — e o seu valor assenta na confiança e robustez da economia nacional.
A maioria das criptomoedas não tem um emissor específico. As redes são mantidas por utilizadores dispersos e o valor é ditado livremente pela oferta e procura, sem qualquer garantia estatal.
| Característica | Criptomoeda | Moeda fiduciária |
|---|---|---|
| Emissor | Regra geral, não existe emissor central | Governo ou banco central |
| Garantia de valor | Preço definido pelo mercado | Valor garantido pelo Estado |
| Utilização geográfica | Potencialidade de uso global | Regra geral, limitada ao país emissor |
| Horário de negociação | 24/7/365 | Apenas durante o horário bancário |
| Volatilidade | Bastante volátil | Relativamente estável |
Como escapam ao controlo direto de governos ou bancos, as criptomoedas ficam menos expostas a intervenções políticas ou económicas e menos sujeitas à política monetária nacional. Contudo, a volatilidade é elevada, pelo que os investidores devem ser prudentes.
Além disso, enquanto o dinheiro fiduciário existe sob a forma de notas e moedas, as criptomoedas existem apenas em formato digital e exigem ligação à internet para utilização.
Criptomoedas e dinheiro eletrónico são ambos digitais, mas diferem de forma profunda. O dinheiro eletrónico é apenas moeda fiduciária digitalizada, ao passo que a criptomoeda constitui uma nova classe de ativos totalmente independente.
| Característica | Criptomoeda | Dinheiro eletrónico |
|---|---|---|
| Emissor | Geralmente sem emissor central | Empresas específicas (exemplo: empresa de transportes que emite Suica) |
| Ativo subjacente | Normalmente sem lastro | Indexado à moeda fiduciária (iene, dólar, etc.) |
| Volatilidade | Oscila conforme o mercado | Valor fixo, igual à moeda fiduciária |
| Âmbito de utilização | Potencialmente amplo na internet | Em regra, restrito a comerciantes aderentes |
| Conversão em numerário | Pode ser trocada por moeda fiduciária | Geralmente não é convertível em dinheiro físico |
O dinheiro eletrónico — como Suica, PASMO ou nanaco — é emitido por empresas e está sempre indexado à moeda oficial, pelo que 1 000 ienes em e-money correspondem a 1 000 ienes, sem flutuações.
Pelo contrário, o preço das criptomoedas é definido pela oferta e procura, pelo que muitos investidores as mantêm como ativos especulativos. Por exemplo, o valor de um Bitcoin pode ir de 1 milhão de ienes hoje para 1,1 milhões ou 900 000 ienes amanhã.
O dinheiro eletrónico funciona num sistema fechado e só é aceite em comerciantes aderentes, enquanto as criptomoedas são sistemas abertos e podem ser usadas globalmente onde forem aceites — uma diferença fundamental de filosofia.
Como funcionam, na prática, as criptomoedas?
O elemento central é uma tecnologia específica chamada blockchain. Apesar de parecer complexa, a ideia é simples: esta inovação permite transações seguras e fiáveis sem necessidade de uma autoridade central.
Esta secção apresenta a tecnologia subjacente às criptomoedas em linguagem acessível, minimizando tecnicismos. Compreender estes fundamentos ajuda a perceber por que razão as criptomoedas têm valor intrínseco e atraem o interesse global.
A maioria das criptomoedas utiliza a tecnologia blockchain — um tipo de base de dados que regista as transações em “blocos”, que se ligam formando uma cadeia.
Cada bloco contém várias transações e informação do bloco anterior. Este mecanismo torna a alteração de dados extremamente difícil: para modificar um bloco, seria necessário reescrever todos os seguintes, tornando a fraude praticamente inviável.
De forma sucinta, a blockchain é “um sistema em que todos verificam os registos de todos, gerando confiança”. A banca tradicional depende de um intermediário credível; na blockchain, é a própria tecnologia que garante a confiança.
A verdadeira inovação é que todos partilham e validam o mesmo registo, sem precisar de uma entidade central. Assim, cria-se um sistema transparente e imparcial, sem dependência de uma única organização.
Na banca clássica, os registos de transações e saldos são centralizados nos servidores dos bancos; se estes falharem, todo o sistema entra em colapso.
Na blockchain, pelo contrário, aplica-se um sistema de “registo distribuído”: milhares — ou dezenas de milhares — de computadores em todo o mundo mantêm cópias dos mesmos registos, sempre sincronizadas.
Os principais benefícios são:
Em síntese, “partilhar os registos por muitos, e não por poucos, torna o sistema mais seguro e digno de confiança”. Esta descentralização ultrapassa as fragilidades dos modelos centralizados.
Os registos distribuídos também dificultam a censura — é tecnicamente difícil para qualquer governo ou organização bloquear ou apagar transações, o que é vital nas criptomoedas.
Na blockchain, as transações são validadas por algoritmos de consenso — métodos que permitem aos intervenientes da rede concordar sobre as transações legítimas.
O Bitcoin, por exemplo, usa Proof of Work (PoW): os participantes resolvem cálculos complexos para ganhar o direito de criar novos blocos — mining — sendo recompensados com bitcoins.
Para controlar a rede, um atacante teria de dominar mais de metade do poder computacional — algo praticamente impossível. A escala global e o poder do Bitcoin tornam ataques economicamente inviáveis.
O Ethereum, por seu lado, utiliza agora Proof of Stake (PoS), em que quem detém tokens e os bloqueia pode validar transações. O PoS consome menos energia do que PoW, tendo menor impacto ambiental.
Estas soluções permitem um sistema seguro sem controlo central. Em resumo: “a monitorização coletiva desencoraja fraudes”.
Além disso, a criptografia da blockchain autentica remetentes e destinatários, garante a integridade dos dados e protege a privacidade. Estes mecanismos elevam a segurança e fiabilidade do sistema.
Existem milhares de criptomoedas, incluindo as notórias Bitcoin e Ethereum. Mesmo sendo conhecidas, nem todos sabem o que as diferencia.
O número de criptomoedas multiplicou-se para dezenas de milhares, com objetivos e características técnicas variadas. Seguem-se as distinções das mais relevantes:
O Bitcoin foi a primeira criptomoeda, proposto em 2008 por Satoshi Nakamoto e lançado em 2009. O white paper “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System” apresentou um sistema de transferências de valor sem bancos.
Publicado pouco depois da crise financeira de 2008, refletiu a desconfiança face à finança centralizada. O nascimento do Bitcoin criou um novo sistema monetário, sem soberania estatal.
Características principais do Bitcoin:
Apelidado de “ouro digital”, o Bitcoin destaca-se pela escassez — tal como o ouro, a oferta limitada protege contra inflação e mantém o seu valor.
É também o ativo cripto mais líquido, transacionado em todas as grandes plataformas. Funciona como referência para o setor, sendo considerado a “moeda de reserva” do universo cripto.
O Ethereum é uma plataforma e criptomoeda lançada em 2015 por Vitalik Buterin. Ao contrário do Bitcoin, dedicado a pagamentos, o Ethereum introduziu a inovação dos smart contracts.
Smart contracts são acordos automáticos, programados para executarem condições sem intervenção humana (“se A, então B”).
Por exemplo, um smart contract permite pagar automaticamente por um produto após a entrega, ou acionar pagamentos de seguro mediante critérios definidos. Isto viabiliza transações avançadas e aplicações descentralizadas (DApps).
Destaques do Ethereum:
O Ethereum funciona como uma plataforma para aplicações descentralizadas — o chamado “computador mundial”, proporcionando um ambiente de computação distribuída.
Recentemente, o Ethereum passou de Proof of Work para Proof of Stake (“The Merge”), reduzindo drasticamente o consumo de energia.
Todas as criptomoedas, exceto Bitcoin, são conhecidas como “altcoins”, cada uma com atributos e objetivos próprios.
XRP: Desenvolvida pela Ripple Labs, é vocacionada para pagamentos internacionais, proporcionando transferências mais rápidas e económicas que os bancos tradicionais, com liquidação em poucos segundos ou minutos. O XRP aposta em parcerias com instituições financeiras; vários bancos e empresas de pagamentos já testaram o sistema.
Solana: Destaca-se pela velocidade e baixas taxas, processando dezenas de milhares de transações por segundo. É popular em plataformas DeFi e NFTs, sendo conhecida como “Ethereum killer”. O consenso assenta no exclusivo “Proof of History”.
Cardano: Blockchain de “terceira geração”, criada com base em investigação científica, priorizando segurança e sustentabilidade. O projeto utiliza revisão por pares e métodos formais de verificação. Adota um sistema Proof of Stake eficiente em energia.
Dogecoin: Nascido como meme, ganhou valor graças ao apoio de celebridades. Tem como mascote o Shiba Inu e uma comunidade ativa. Funciona de modo semelhante ao Bitcoin, mas com blocos mais rápidos e sem limite de emissão.
Estas criptomoedas diversificam o setor — algumas focam-se em pagamentos, outras em smart contracts ou aplicações específicas. Há criptoativos para múltiplos fins.
Outras categorias incluem stablecoins (indexadas a moedas fiduciárias), moedas de privacidade (priorizando anonimato) e tokens de governação (permitindo participação em decisões dos projetos). A diversidade do mercado tem aumentado.
Quais as diferenças em relação ao dinheiro físico e que vantagens apresentam?
Esta secção liga as vantagens das criptomoedas à vida prática. Com cripto, é possível realizar operações que seriam difíceis ou dispendiosas com o sistema bancário ou numerário.
Ao conhecer estas vantagens, entende porque as criptomoedas captam atenção mundial.
Uma das maiores vantagens das cripto é a transferência internacional fácil e sem barreiras. Os métodos tradicionais envolvem comissões elevadas e dias de espera devido a múltiplos intermediários.
Enviar dinheiro do Japão para os EUA via banco pode implicar várias taxas — da remessa, do banco intermediário e do destinatário — chegando a milhares de ienes. Se houver feriados, pode demorar mais de uma semana.
Com as transferências em criptomoeda obtém:
Por isso, as criptomoedas são usadas em remessas internacionais e envio de dinheiro para familiares no estrangeiro. Em regiões sem acesso bancário, a cripto é uma solução crucial.
Algumas lojas e plataformas já aceitam pagamentos em cripto, com taxas inferiores às dos cartões de crédito (normalmente 3–5%), tornando-as atrativas para comerciantes.
Ativos tradicionais, como ações e obrigações, só são negociados durante o horário das bolsas: no Japão, das 9h00 às 15h00; nos EUA, das 9h30 às 16h00 locais.
O mercado de criptomoedas nunca fecha — pode negociar a qualquer hora, mesmo em feriados.
Desta forma:
Isto favorece investidores internacionais e quem está noutros fusos horários. Para quem investe como complemento, negociar à noite ou ao fim de semana é uma grande vantagem.
No entanto, o mercado nunca parar implica flutuações constantes, obrigando os investidores a um acompanhamento próximo.
Os sistemas financeiros tradicionais dependem de bancos centrais e governos, com instituições intermediárias a gerir pagamentos. Estas entidades podem alterar a massa monetária ou bloquear transações à sua discrição.
As criptomoedas assentam em redes descentralizadas. Por exemplo, a rede Bitcoin é suportada por milhares de nós dispersos, impossibilitando o controlo por um único interveniente.
As vantagens incluem:
Em alguns países, transferências podem ser bloqueadas por razões políticas, mas as criptomoedas são, por natureza, resistentes a estas intervenções. Em contextos de inflação, deter cripto pode proteger contra a desvalorização da moeda.
Todavia, a descentralização implica ausência de suporte em caso de erro — as transferências de cripto são, em regra, irreversíveis, ao contrário das bancárias.
As criptomoedas permitem transações diretas, eliminando intermediários e reduzindo custos face ao sistema financeiro tradicional, no qual bancos, processadores de pagamentos e cartões cobram diversas comissões.
Exemplos de poupança:
Esta vantagem é especialmente relevante nas transferências internacionais, que, no sistema tradicional, envolvem vários intermediários, cada um cobrando taxas — ao passo que as criptomoedas permitem transferências diretas.
Para empresas, as taxas de pagamento em cripto podem ser inferiores às dos cartões de crédito (3–5%), o que é especialmente relevante para pequenos negócios e mercados emergentes.
No entanto, a congestão das redes pode aumentar as taxas — algo comum no Bitcoin e Ethereum. O aumento do volume de transações e o espaço limitado nos blocos levam a que as transações com taxas mais altas sejam priorizadas, encarecendo as comissões.
Para resolver este problema, surgiram soluções como a “Lightning Network” (Bitcoin) e “Layer 2” (Ethereum), que processam operações fora da blockchain principal.
Apesar das vantagens, as criptomoedas apresentam riscos relevantes. Desconfie de promessas de “lucros garantidos”.
Esta secção salienta os principais cuidados a ter ao investir ou utilizar cripto. Conhecer estes riscos é essencial para atuar em segurança.
Antes de investir ou usar cripto, conheça bem os riscos envolvidos.
As criptomoedas são extremamente voláteis, com subidas e descidas bruscas num curto período. Esta volatilidade é um traço estrutural do setor.
Por exemplo, o Bitcoin já caiu mais de 20% num único dia e duplicou de valor em poucos meses — algo raro em mercados de ações.
Principais causas:
Invista apenas o que está preparado para perder; esteja disponível para quedas acentuadas. Princípios fundamentais: use apenas excedentes, nunca fundos essenciais ao seu sustento nem crédito.
A valorização pode ser tentadora, mas quedas abruptas são sempre possíveis. Mantenha-se racional e não deixe as emoções comandarem as decisões.
A blockchain, em si, é altamente segura, mas exchanges e carteiras pessoais são alvos de hackers. Vulnerabilidades podem surgir na infraestrutura externa (exchanges, carteiras, dispositivos).
Já ocorreram fraudes de grande escala — como o roubo de cerca de 58 mil milhões de ienes numa exchange japonesa em 2018.
Principais riscos:
Para se proteger:
Nunca partilhe a sua chave privada — equivale ao seu código PIN bancário. Quem a obtém pode apropriar-se dos fundos. O princípio “Not your keys, not your coins” é basilar no universo cripto.
A regulação das criptomoedas varia amplamente de país para país e está em constante mutação. Alguns Estados proíbem totalmente o setor, e mudanças regulatórias podem afetar preços e acessibilidade.
Exemplos recentes:
Estas mudanças afetam fortemente os preços e a adoção. Notícias regulatórias, especialmente de grandes economias, impactam todo o mercado.
Regras pouco claras criam riscos legais para empresas e particulares — atividades legais hoje podem ser proibidas no futuro.
Consulte sempre as normas do seu país e acompanhe as tendências regulatórias. Se operar em vários mercados, estude as leis de cada um.
O crescimento das cripto trouxe consigo burlas e esquemas fraudulentos, muitas vezes difundidos em redes sociais ou aplicações de encontros, com prejuízos crescentes.
Tenha atenção a:
Desconfie sempre de promessas de ganhos garantidos. Evite empresas não registadas e ofertas suspeitas. No Japão, só operadores registados na Agência de Serviços Financeiros podem prestar serviços de exchange — confirme sempre no site oficial.
Mesmo que a recomendação venha de familiares ou amigos, investigue por si próprio. Se tiver dúvidas, consulte um especialista ou a defesa do consumidor. Depois de enviada, a cripto é praticamente irrecuperável.
Como são reguladas as criptomoedas no mundo e que perspetivas existem?
Esta secção aborda a regulação no Japão e outros países, bem como o potencial futuro da tecnologia, que já extravasa a área financeira.
Compreender as tendências regulatórias e a inovação tecnológica permite antecipar o futuro das criptomoedas.
O Japão é pioneiro no estabelecimento de regras para o setor. Desde abril de 2017, com a revisão da Lei dos Serviços de Pagamento, passou a ser obrigatório o registo das exchanges — tornando o Japão um dos primeiros a reconhecer legalmente as criptomoedas como meio de pagamento.
A revisão de 2020 mudou “moeda virtual” para “criptoativo” e reforçou a proteção dos clientes, alinhando-se com o padrão internacional e reforçando as garantias dos investidores.
As principais normas incluem:
Estão em análise reformas adicionais, incluindo a integração das cripto na Lei dos Instrumentos Financeiros e Bolsas (FIEA), mantendo o reconhecimento como classe de ativos distinta. Isto reforçaria a proteção dos investidores e clarificaria o enquadramento jurídico das empresas cripto.
A tributação é tema quente: os ganhos em cripto são taxados até 55%, bem acima da taxa de 20% sobre lucros em ações — o que gera pressão para a reforma fiscal.
Cada país tem uma abordagem diferente — alguns apostam na inovação, outros na prudência ou até na proibição.
Estados Unidos: SEC, CFTC e outras entidades regulam o setor. A aprovação de ETFs cripto acelera a adoção institucional. Os detalhes regulatórios variam de estado para estado, dificultando a conformidade.
União Europeia (UE): O regulamento MiCA cria um quadro comum para toda a UE, harmonizando serviços e reforçando a proteção dos consumidores.
China: Proíbe a negociação e mineração de cripto, mas avança com a moeda digital do banco central (“yuan digital”). Restringe a cripto privada e aposta no dinheiro digital estatal.
El Salvador: Em 2021 tornou-se o primeiro país a adotar o Bitcoin como moeda oficial, lançando a carteira “Chivo” — embora o impacto real ainda seja debatido.
Singapura: Mantém um ambiente regulatório favorável, atraindo empresas e promovendo inovação com regras claras.
As prioridades variam — alguns países focam-se na proteção do consumidor, outros na estabilidade ou na inovação. A cooperação internacional (G20, FATF) está a evoluir.
As criptomoedas evoluem para além dos pagamentos e investimento, tornando-se infraestrutura essencial da economia digital. As aplicações blockchain expandem-se por múltiplos setores.
Web3: Evolução da internet centralizada (Web2) para a Web3 descentralizada. A internet atual é dominada por gigantes como Google e Facebook, mas o Web3 quer devolver o controlo dos dados aos utilizadores e criar serviços descentralizados, promovendo uma economia digital mais justa.
DeFi (Finanças Descentralizadas): Serviços financeiros como crédito, negociação e seguros disponibilizados por smart contracts — sem bancos, transparentes e acessíveis a todos. O valor total bloqueado no DeFi aumentou exponencialmente, mas persistem riscos de segurança.
NFTs (Non-Fungible Tokens): Tecnologia para provar a posse de ativos digitais (arte, música, gaming). Permitem rentabilizar obras digitais e validar autenticidade, embora surjam desafios de especulação e direitos de autor.
DAO (Decentralized Autonomous Organization): Organizações geridas por votação dos detentores de tokens, sem liderança centralizada — potencialmente mais democráticas e transparentes.
Metaverso: As criptomoedas alimentam mundos virtuais, onde se compram e vendem terrenos ou bens digitais através de cripto e NFTs, criando novas economias digitais.
Estas tecnologias têm potencial para transformar áreas tão diversas como finanças, entretenimento, imobiliário, cadeias logísticas e votação eletrónica. Persistem desafios técnicos, regulatórios, de segurança e escalabilidade.
A criptomoeda é uma classe de ativos em rápida transformação, moldada pela inovação tecnológica. Desde o surgimento do Bitcoin, o setor evoluiu de experiência de nicho para ativo financeiro global.
As suas características de rutura — transferências instantâneas além-fronteiras, negociação permanente e redes descentralizadas — podem revolucionar as finanças tradicionais.
Os riscos, porém, mantêm-se: volatilidade, ameaças à segurança, incerteza regulatória e fraude podem resultar em perdas. Não negligencie estes riscos ao investir ou utilizar criptoativos.
Antes de atuar em cripto, compreenda os sistemas e riscos e assuma total responsabilidade pelas suas decisões. Não se deixe iludir por promessas de ganhos certos — investigue e aja de forma informada e racional.
Para lá do investimento, as criptomoedas são a base de Web3, DeFi, NFTs e outras inovações. Acompanhe de perto o impacto destas tecnologias na sociedade e no quotidiano.
O setor cripto evolui rapidamente — mantenha-se informado sobre tecnologia, regulação e tendências, recorrendo a fontes fiáveis e formação contínua.
Criptomoeda é um ativo digital transacionado na internet. Pode ser trocado por moeda fiduciária e é protegido por tecnologia blockchain. A compra faz-se em exchanges registadas na Agência de Serviços Financeiros.
A criptomoeda utiliza tecnologia descentralizada e o valor é estabelecido pela oferta e procura, não por decisão governamental. O dinheiro fiduciário, emitido e gerido pelos Estados, tem o valor indexado à inflação e níveis de preços.
A criptomoeda baseia-se em blockchain — um registo partilhado por vários computadores, que gerem e validam as transações. As blockchains são altamente resistentes a adulterações e não dependem de autoridade central.
Existem dezenas de milhares de criptomoedas — incluindo Bitcoin, Ethereum, XRP, Dogecoin e Cardano. As que não sejam Bitcoin denominam-se altcoins e apresentam usos e tecnologias distintas. As stablecoins, criadas para estabilidade de preço, são também comuns.
Para comprar cripto, crie conta numa exchange. Após verificação de identidade, deposite fundos por transferência bancária ou cartão de crédito, escolha a cripto e o valor e submeta a ordem. Os passos podem variar conforme a plataforma.
A segurança depende da gestão individual. Os principais riscos são hacking, perda de chaves privadas, volatilidade e alterações regulatórias. Reduza o risco protegendo a carteira e aplicando práticas de segurança recomendadas.
As criptomoedas servem para pagamentos e transferências internacionais, além de investimento. São também base para smart contracts e serviços DeFi.
Os preços variam segundo a oferta e procura, sendo influenciados por sentimento de mercado, dimensão, volume de transações, inovações tecnológicas e alterações regulatórias.
Sim — os lucros de negociação em cripto são tributáveis. O imposto é progressivo até 45%; com taxas locais pode chegar a 55%. Deve declarar ganhos ao vender, trocar ou receber recompensas de staking.
As perspetivas são positivas — o mercado deverá atingir 320 biliões $ até 2032, à medida que a tecnologia e a economia digital evoluem. Bitcoin e Ethereum deverão manter a liderança, com adoção institucional crescente.










