

Compreender o conceito de ativos subjacentes é essencial para dominar as complexidades dos derivados financeiros. Este artigo aborda a definição, os tipos e exemplos de ativos subjacentes, apresentando uma visão completa para profissionais e investidores do setor financeiro.
Antes de analisar os ativos subjacentes, importa perceber o que são os derivados. Um derivado é um instrumento financeiro cujo valor resulta do desempenho de uma entidade subjacente, que pode ser um ativo, um índice ou outra entidade. Os derivados têm múltiplas finalidades, incluindo negociação, especulação, cobertura de risco e descoberta de preços. Os derivados mais comuns são as opções, futuros, contratos forward e swaps.
O ativo subjacente é o instrumento financeiro ou ativo sobre o qual assenta o valor de um derivado. As oscilações do preço do ativo subjacente repercutem-se diretamente no valor do contrato derivado. Os dois principais tipos de derivados baseados em ativos subjacentes são as opções e os contratos de futuros.
As opções conferem ao comprador o direito, mas não a obrigação, de adquirir ou vender um ativo a um valor previamente definido, num determinado período. Já os contratos de futuros obrigam à compra ou venda do ativo a um preço acordado numa data específica no futuro.
A diversidade de ativos subjacentes utilizados em contratos derivados é vasta. Entre os mais comuns destacam-se:
De notar que até elementos não convencionais, como condições meteorológicas, já foram utilizados como ativos subjacentes em certos derivados especializados.
Por exemplo, considere uma criptomoeda de referência como ativo subjacente. Um investidor pode adquirir uma opção de venda para se proteger contra eventuais quedas do preço. Poderá, por exemplo, comprar um contrato de opção de três meses para vender determinada quantidade da criptomoeda a um preço fixado, mesmo que o preço de mercado desça abaixo desse valor. Esta estratégia permite limitar perdas mantendo a possibilidade de ganhos caso o preço venha a subir.
Apesar de muitos ativos poderem servir de base a derivados, existem restrições. Ativos que não sejam facilmente negociáveis ou que não disponham de mecanismos de formação de preço não são adequados. Exemplos incluem:
Dominar o conceito de ativos subjacentes é essencial para a compreensão dos derivados e dos mercados financeiros. Dos ativos tradicionais, como ações e obrigações, a opções mais recentes, como as criptomoedas, os ativos subjacentes constituem a base dos instrumentos financeiros complexos. Com a evolução dos mercados financeiros, o leque de ativos subjacentes continuará a ampliar-se, criando novas oportunidades e desafios para investidores e profissionais do setor.
O ativo subjacente é o instrumento financeiro ou mercadoria sobre o qual se baseia um contrato derivado. Pode ser uma ação, obrigação, moeda, mercadoria ou índice de mercado.
Um exemplo de ativo subjacente é o Bitcoin nos contratos de futuros de Bitcoin. Outros exemplos são as ações para opções sobre ações ou mercadorias como o ouro para futuros de ouro.
Analise as tendências de mercado, avalie o histórico de desempenho, verifique a liquidez e considere o potencial de longo prazo do ativo. Diversifique a carteira e alinhe as escolhas com os objetivos de investimento e perfil de risco.











