

O conceito de FOMO não é recente, mas o seu impacto intensificou-se de forma acentuada com a chegada da tecnologia digital e das redes sociais. O termo ganhou popularidade no início da década de 2000, sobretudo devido ao estratega de mercado Dr. Dan Herman, que identificou este fenómeno psicológico como um potencial impulsionador dos mercados. Desde então, a expansão das grandes plataformas de redes sociais amplificou substancialmente tanto a prevalência como a influência do FOMO.
Estas plataformas mantêm os utilizadores constantemente atualizados através de notificações, muitas vezes destacando outros em situações ativas ou invejáveis, o que pode provocar sentimentos de inveja e ansiedade. O FOMO, ou “Fear of Missing Out”, descreve a ansiedade sentida quando se teme que um evento entusiasmante ou relevante esteja a acontecer noutro lugar — ansiedade frequentemente desencadeada por publicações nas redes sociais. Esta reação psicológica leva as pessoas a permanecerem ligadas às atividades dos outros, receando perder experiências de valor.
No contexto dos mercados financeiros, o FOMO pode originar decisões de investimento impulsivas. Os investidores, receosos de perder oportunidades de lucro, podem avançar para investimentos sem a devida análise ou avaliação de risco. Este comportamento tornou-se especialmente evidente nas recentes oscilações dos mercados de criptomoedas e de ações.
Motivados por notícias de lucros elevados alcançados por outros, muitos investidores entram rapidamente no mercado — por vezes sofrendo perdas consideráveis quando o mercado se corrige. Esta tendência evidencia a poderosa influência do FOMO nas decisões financeiras, levando frequentemente os investidores a privilegiar o medo de perder oportunidades em detrimento da análise racional e da avaliação do risco.
As empresas tecnológicas e os desenvolvedores de aplicações têm vindo a explorar o FOMO através da criação de produtos e funcionalidades concebidos para estimular este gatilho psicológico. As notificações push, por exemplo, visam criar um sentido de urgência e incentivar a ação imediata, sendo atualmente uma funcionalidade padrão no design de aplicações.
Do mesmo modo, as ofertas de tempo limitado e promoções exclusivas, comuns em plataformas de comércio eletrónico, recorrem ao FOMO para potenciar as vendas. Estas estratégias estimulam os consumidores a agir rapidamente para não perderem oportunidades, explorando o receio de perder ocasiões e impulsionando eficazmente o comportamento de compra.
O FOMO influencia de forma marcante o comportamento do consumidor e as tendências de mercado. Tem impacto não só nas decisões individuais de compra, mas também nas estratégias que as empresas implementam para promover os seus produtos. A aposta em produtos e serviços mais “experienciais” resulta, em parte, do objetivo de explorar o receio dos consumidores de perder vivências únicas.
No investimento, o FOMO pode intensificar a volatilidade do mercado. Ondas de compras geradas pelas redes sociais podem inflacionar o valor das ações de certas empresas, evidenciando o papel fundamental do FOMO na dinâmica dos mercados. Este fenómeno demonstra que os fatores psicológicos assumem um peso cada vez mais determinante nos mercados financeiros modernos.
Nas principais plataformas de negociação de criptomoedas, o FOMO pode moldar de forma significativa o comportamento dos investidores. Estas plataformas disponibilizam frequentemente atualizações e notificações em tempo real sobre movimentos do mercado, novas listagens de tokens e competições exclusivas, fatores que podem potenciar o FOMO entre os utilizadores.
O design e as funcionalidades das plataformas tendem a incentivar os utilizadores a manterem-se ativos e informados, promovendo decisões de negociação influenciadas pelo FOMO. Quando observam o êxito de outros investidores ou o lançamento de novos tokens, muitos optam por decisões de investimento precipitadas, receando perder oportunidades.
O FOMO é um gatilho psicológico de grande impacto, que molda de forma profunda o comportamento dos consumidores e a dinâmica dos mercados, sobretudo nos setores tecnológico e financeiro. Compreender e gerir o FOMO permite às pessoas tomar decisões mais racionais e possibilita às empresas aperfeiçoar as suas estratégias de envolvimento do cliente.
Embora o FOMO possa, em algumas situações, ter efeitos positivos — como manter-se informado e participativo — tanto consumidores como investidores devem reconhecer quando o FOMO está a influenciar as suas decisões. Paralelamente, torna-se cada vez mais relevante avaliar o valor real e o risco das oportunidades em causa. Ao aumentar a consciência dos mecanismos psicológicos do FOMO, as pessoas conseguem gerir melhor o seu processo de tomada de decisão e evitar escolhas irracionais e emocionalmente impulsionadas.
FOMO, ou “fear of missing out”, refere-se à ansiedade de perder atividades ou informações relevantes em que outros participam. As pessoas experienciam FOMO porque receiam ser excluídas de círculos sociais, o que pode afetar relações e o sentimento de pertença. No mercado cripto, a ansiedade de perder oportunidades de lucro é um dos principais desencadeadores do FOMO.
No investimento, o FOMO leva os investidores a ajustar impulsivamente as suas posições, por receio de perder lucros. No comportamento do consumidor, estimula compras rápidas de produtos em destaque. O FOMO conduz a decisões irracionais e pode originar aumentos súbitos no volume de transações.
O FOMO pode conduzir a decisões de investimento impulsivas — comprar em alta e vender em baixa. Distorce a alocação de ativos, aumenta o risco global da carteira e dificulta o crescimento a longo prazo dos ativos. Em última análise, pode resultar em perdas significativas e deterioração da situação financeira.
O primeiro passo é identificar o FOMO. Definir um plano de negociação e cumpri-lo, evitando agir por impulso emocional. Utilizar a informação das redes sociais apenas como referência, manter um registo das operações e analisá-lo periodicamente. Como há sempre novas oportunidades de mercado, é fundamental não tentar aproveitar todas indiscriminadamente.
As redes sociais apresentam em tempo real os lucros e volumes de transações de outros utilizadores, levando a decisões de investimento imediatas. O destaque de histórias de sucesso aumenta a pressão para entrar no mercado e eleva as expectativas relativamente aos preços. A comparação social entre utilizadores estimula impulsos de compra e reforça o FOMO.
A psicologia do FOMO conduz a compras impulsivas e compromete o discernimento. Leva a negligenciar benefícios a longo prazo, aumentando a probabilidade de insucessos de investimento ou problemas de endividamento. As decisões emocionais amplificam os riscos de mercado.











