
A moeda fiduciária constitui um dos alicerces do sistema financeiro contemporâneo. Conhecer o seu funcionamento e as diferenças face aos ativos digitais é indispensável para compreender as dinâmicas económicas essenciais do cenário atual.
A moeda fiduciária é uma unidade de troca emitida pelo Estado e garantida por um banco central. O termo “fiat” deriva do latim, com o significado “faça-se”, sublinhando a autoridade que obriga à sua aceitação. O dinheiro fiduciário é a forma de moeda mais utilizada no mundo, presente no quotidiano sob a forma de notas e moedas.
Diferentemente das moedas históricas baseadas em metais preciosos, a moeda fiduciária moderna não possui valor intrínseco. O seu valor reside na confiança pública na entidade emissora e na estabilidade económica do país. Este modelo permite aos governos ajustar a oferta monetária conforme a conjuntura económica, facultando uma flexibilidade que não existia sob o padrão-ouro.
O valor da moeda fiduciária resulta de vários fatores:
Confiança no Estado emissor: Quanto maior a estabilidade e credibilidade do Estado, mais segura é considerada a sua moeda.
Políticas económicas: As decisões dos bancos centrais sobre taxas de juro e oferta de moeda têm impacto direto no valor da moeda.
Condições económicas globais: Indicadores como inflação, crescimento económico e balança comercial influenciam o valor relativo da moeda.
Procura internacional: A utilização da moeda como reserva de valor ou no comércio internacional reforça o seu valor.
Tanto os ativos digitais como as moedas fiduciárias funcionam como meios de troca, mas diferem em aspetos fundamentais:
Emissão: A moeda fiduciária é emitida por uma autoridade central; a maioria dos ativos digitais é descentralizada.
Controlo: Os governos podem influenciar diretamente a moeda fiduciária, ao contrário dos ativos digitais.
Oferta: A oferta de moeda fiduciária pode ser ajustada, enquanto muitos ativos digitais possuem limite de oferta definido nos seus protocolos.
Transparência: As transações de ativos digitais são frequentemente mais transparentes devido à tecnologia blockchain.
A conversão de moeda fiduciária em ativos digitais realiza-se principalmente através de:
Exchanges: Plataformas que permitem aos utilizadores adquirir ativos digitais com moeda fiduciária.
Aplicações de carteira: Algumas aplicações oferecem serviços integrados para adquirir ativos digitais diretamente.
Caixas automáticos: Em certos países, existem máquinas que possibilitam a compra de ativos digitais com dinheiro físico.
Serviços on-ramp: Empresas especializadas facilitam a conversão entre moeda fiduciária e ativos digitais para plataformas de negociação.
A moeda fiduciária mantém-se como a base do sistema financeiro global, mesmo perante o crescimento dos ativos digitais. Compreender as diferenças entre estas duas formas de dinheiro é determinante para navegar num panorama financeiro em transformação. Enquanto a moeda fiduciária depende da confiança nas instituições estatais, os ativos digitais oferecem uma alternativa descentralizada, com benefícios e desafios próprios. O futuro deverá prever a coexistência de ambos os sistemas, adaptando-se às exigências da economia mundial.
Moeda fiduciária designa o dinheiro emitido pelo Estado e controlado por bancos centrais, enquanto o Bitcoin é uma criptomoeda com oferta limitada.











