


As exchanges de criptomoedas são uma peça central do ecossistema de ativos digitais, disponibilizando uma plataforma para compra, venda e negociação de diversas criptomoedas. Tal como acontece nos mercados financeiros convencionais, estas plataformas cobram comissões pelos seus serviços. Este artigo aborda as comissões das exchanges de criptomoedas, esclarecendo o que representam, o seu funcionamento e estratégias para reduzir o seu efeito nas operações de trading.
As comissões das exchanges de criptomoedas correspondem a taxas cobradas pelas plataformas de negociação pela execução de transações envolvendo ativos digitais. Estas taxas são uma fonte primordial de receita para as exchanges e são normalmente deduzidas do saldo do utilizador em cada operação. Importa realçar que estas comissões são independentes do valor utilizado para adquirir criptomoedas e são pagas diretamente à exchange pelo serviço prestado.
A estrutura das comissões das exchanges de criptomoedas varia consideravelmente entre plataformas. No entanto, muitas recorrem ao modelo de comissões “maker-taker”. Este sistema distingue dois tipos de ordens:
O valor percentual das comissões é influenciado por fatores como:
Além disso, as exchanges podem aplicar outras comissões associadas a serviços como levantamentos, depósitos ou métodos de pagamento específicos.
É fundamental distinguir comissões de exchange de gas fees. As comissões de exchange são pagas à plataforma de negociação, enquanto as gas fees remuneram os validadores da blockchain pelo processamento das transações na rede. Algumas exchanges podem incluir gas fees em certas operações, nomeadamente ao levantar ativos para carteiras externas ou ao negociar em plataformas descentralizadas em redes como a Ethereum.
As exchanges de criptomoedas dividem-se em dois grandes grupos:
Ambos os tipos cobram comissões, mas as DEX normalmente adicionam gas fees da rede, além das comissões de negociação, devido à sua natureza on-chain.
Na prática, não é possível negociar criptomoedas sem incorrer em comissões. Mesmo as plataformas que anunciam negociação “sem comissões” costumam incluir custos ocultos ou outros mecanismos de receita. Por isso, é fundamental que os investidores analisem cuidadosamente as tabelas de comissões das exchanges para avaliarem o custo real das suas operações.
Apesar de não ser viável eliminar completamente as comissões, existem várias formas de reduzir o seu impacto:
As comissões das exchanges de criptomoedas são inevitáveis na negociação de ativos digitais. Ao compreender o seu funcionamento e adotar estratégias para as minimizar, os investidores podem otimizar a experiência de trading e potenciar a rentabilidade. Num mercado em constante evolução, manter-se informado sobre estruturas de comissões e alternativas emergentes é indispensável tanto para quem está a começar como para investidores experientes.
Os valores variam, mas situam-se geralmente entre 0,00 % e 0,10 % para negociações maker e taker. Algumas exchanges oferecem comissões mais baixas ou descontos aos utilizadores com volumes de negociação elevados ou que possuam tokens nativos.
Em 2025, a comissão de transação de Bitcoin para 1 000 $ ronda, em média, 1,65 $. Este valor pode oscilar consoante o grau de congestionamento da rede e a prioridade da transação.











