

A indústria transformadora tornou-se o alvo principal dos ataques de ransomware em 2025, com estatísticas que sublinham a gravidade da ameaça. Dados recentes indicam um acréscimo de 47 % no total de ataques de ransomware, sendo a indústria transformadora a mais prejudicada por esta tendência. Só no segundo trimestre de 2025, o setor registou 428 incidentes, correspondendo a cerca de 65 % de toda a atividade de ransomware.
O cenário de ameaças é agravado pela ascensão de grupos específicos de ransomware. O grupo Qilin tornou-se dominante, representando 15 % dos incidentes globais de ransomware e aumentando significativamente a sua atividade, de 21 incidentes no primeiro trimestre para 101 no segundo trimestre de 2025.
| Análise Setorial | T1 2025 | T2 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Indústria Transformadora | 480 | 428 | -10,8 % |
| Ataques Qilin | 21 | 101 | +381 % |
Embora se tenha verificado uma ligeira diminuição dos incidentes entre o primeiro e o segundo trimestre, a indústria transformadora mantém-se como o setor mais visado. Uma análise global revela que metade dos ataques de ransomware em 2025 (2 332 de um total de 4 701 incidentes) atingiram infraestruturas críticas, com a indústria transformadora a liderar sistematicamente. Este foco persistente reflete a estratégia dos atacantes, que procuram setores onde a inatividade operacional implica custos elevados, potenciando assim as exigências de resgate.
A indústria transformadora tornou-se mais vulnerável a ameaças de cibersegurança, com mais de dez incidentes de grande dimensão registados desde 2018. Estes ataques afetaram sistemas de tecnologia operacional (OT) e de informação (IT), provocando elevados prejuízos financeiros e perturbações operacionais.
Um dos ataques mais dispendiosos ocorreu em 2023, quando a Brunswick Corporation, fabricante de embarcações, sofreu uma violação que interrompeu as operações durante nove dias e originou perdas de 85 milhões $. O incidente demonstra que os agentes de ameaça estão cada vez mais centrados na obtenção de dados valiosos e não apenas na interrupção das operações.
| Ano | Incidentes de Cibersegurança Notáveis na Indústria Transformadora |
|---|---|
| 2023 | Ataque à Brunswick Corporation (perda de 85 M$) |
| 2022 | Vários ataques de ransomware a eletrónica e aeroespacial |
| 2020-2021 | Incidentes na cadeia de abastecimento direcionados a fornecedores |
| 2018-2019 | Vulnerabilidades iniciais na integração OT/IT |
O custo mediano de um ataque de ransomware à indústria transformadora atingiu os 500 000 $, de acordo com dados da Arctic Wolf Incident Response. Esta tendência confirma que o setor continua a ser o principal alvo mundial do cibercrime, com ataques mais sofisticados à medida que as fábricas inteligentes e os sistemas interligados se tornam padrão.
Especialistas em segurança salientam que os fabricantes devem preparar-se para requisitos regulatórios emergentes, como a Cybersecurity Maturity Model Certification 2.0, que irá influenciar as estratégias de cibersegurança nos próximos anos. A segmentação reforçada entre redes IT e OT tornou-se uma medida defensiva essencial para fabricantes e fornecedores.
Os dispositivos Citrix Application Delivery Controller (ADC) e Gateway revelaram-se vulneráveis a uma falha crítica, identificada como CVE-2019-19781, no final de 2019. Esta vulnerabilidade permite que atacantes não autenticados executem código arbitrário remotamente nos sistemas afetados, podendo levar à total compromissão do dispositivo. Após a divulgação da falha, investigadores observaram tentativas de exploração ativa.
Comparação da gravidade da vulnerabilidade face a outras falhas críticas:
| Aspeto | CVE-2019-19781 | Média das Vulnerabilidades Críticas |
|---|---|---|
| Autenticação | Não requerida | Geralmente requer algum acesso |
| Exploração | Traversal simples de diretórios | Habitualmente mais complexa |
| Impacto | Controlo total do sistema | Depende da vulnerabilidade |
| Deteção | Facilmente identificável nos registos | Muitas vezes mais subtil |
A Citrix disponibilizou correções e recomendações de mitigação para os produtos afetados, com entidades como a FireEye e Palo Alto Networks a fornecerem regras de deteção. A vulnerabilidade afeta componentes do servidor web Apache nestes dispositivos, tornando o acesso HTTP e os registos de erro essenciais para identificar tentativas de exploração. Várias agências de cibersegurança reportaram compromissos bem-sucedidos em organizações que não corrigiram os sistemas vulneráveis atempadamente. O exploit permite que atacantes acedam a ficheiros de configuração sensíveis sem autenticação e executem código arbitrário, garantindo controlo total dos dispositivos e acesso potencial às redes internas.
A indústria transformadora é o principal alvo dos cibercriminosos, mantendo-se pelo quarto ano consecutivo como o setor mais atacado. Relatórios recentes de cibersegurança revelam que 86 % dos ataques ao setor são deliberados e planeados, com 66 % destes atribuídos a hackers profissionais.
As fragilidades das empresas do setor decorrem de múltiplos fatores, ilustrados pelos vetores de ataque:
| Tipo de Ameaça | Impacto | Fator de Vulnerabilidade |
|---|---|---|
| Ransomware | Paragem da produção | Dependência de sistemas obsoletos |
| Ataques à Cadeia de Abastecimento | Danos extensivos | Operações interligadas |
| Roubo de Propriedade Intelectual | Perda de competitividade | Dados proprietários valiosos |
O ambiente industrial enfrenta desafios específicos devido à tecnologia legada, frequentemente sem mecanismos de segurança integrados. A digitalização através de dispositivos Industrial Internet of Things (IIoT) aumentou exponencialmente a superfície de ataque, tornando cada dispositivo conectado um potencial ponto de entrada.
As empresas da Indústria 4.0 enfrentam riscos particulares ao manter sistemas existentes e adotar novas tecnologias. Os especialistas alertam que, quando as operações estão profundamente integradas nas cadeias de abastecimento, mesmo organizações com segurança robusta permanecem vulneráveis a ataques via sistemas de parceiros. Esta interligação obriga as empresas a considerar não só a sua segurança, mas a de todo o ecossistema para mitigar a ameaça crescente.
ADX é o token nativo da AdEx, uma plataforma de publicidade digital baseada em blockchain, que visa aumentar a transparência, reduzir a fraude e melhorar a segmentação de anúncios com tecnologia de IA.
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Elon Musk não possui uma criptomoeda própria. Contudo, a Dogecoin (DOGE) está fortemente associada a ele devido ao seu apoio e menções públicas frequentes.









