

O esquema de assinatura SIGHASH_NONE representa uma vulnerabilidade crítica nos mecanismos de assinatura de transações quando aplicado de forma inadequada em estruturas ARC-20 PBST. Esta modalidade de assinatura foi desenhada para permitir flexibilidade na construção das transações, mas, ao não validar corretamente os procedimentos de assinatura, os programadores criaram uma falha de segurança significativa. Ao contrário dos restantes tipos de hash de assinatura que se comprometem com outputs específicos da transação, as assinaturas SIGHASH_NONE não ficam vinculadas a nenhum output, possibilitando que atacantes alterem os destinatários das transações após a assinatura. Nas implementações de transações ARC-20 PBST, a validação insuficiente deste modo de assinatura permitiu que terceiros não autorizados modificassem os detalhes da transação, desviando fundos dos utilizadores para endereços maliciosos. Incidentes documentados em episódios anteriores de criptomoedas revelaram como o uso negligente do SIGHASH_NONE conduziu a perdas substanciais de fundos dos utilizadores. Esta vulnerabilidade explorou uma lacuna fundamental entre as suposições dos programadores relativamente à imutabilidade das transações e as garantias criptográficas reais proporcionadas pelo SIGHASH_NONE. Para mitigar estes riscos em ARC-20 e protocolos semelhantes, os programadores devem evitar explicitamente o uso do SIGHASH_NONE, salvo absoluta necessidade, implementar validações rigorosas dos processos de assinatura de transações e realizar auditorias de segurança regulares ao código PBST. Compreender esta vulnerabilidade é essencial para quem desenvolve ou audita protocolos de smart contract.
A distinção fundamental entre falhas de conceção de protocolo e erros de implementação torna-se clara na disputa do ecossistema Atomicals. As falhas de conceção do protocolo ARC-20 têm origem nas limitações do modelo UTXO do Bitcoin, onde os ativos não têm as capacidades de smart contract presentes nos protocolos baseados em Ethereum. O próprio Atomicals Protocol apresentou vulnerabilidades na funcionalidade PBST, levando à perda de tokens pelos utilizadores quando as especificações do protocolo não foram devidamente estruturadas para transações complexas. No entanto, as perdas mais graves resultaram de erros de implementação por parte do Atomicals Market, e não apenas das fragilidades do ARC-20. Os operadores do mercado agravaram as limitações do protocolo ao assinarem transações de forma negligente com SIGHASH_NONE, criando vetores de ataque que exploraram os constrangimentos do sistema UTXO. Esta diferença evidencia um princípio fundamental de segurança: até protocolos de tokens bem concebidos tornam-se vulneráveis quando as plataformas os implementam sem o devido cuidado. O incidente do Atomicals Market demonstra como erros de implementação na gestão de tokens ARC-20 podem ter um impacto superior ao das próprias falhas de conceção do protocolo. Compreender esta distinção é essencial para avaliar sistemas de tokens baseados em Bitcoin, onde as limitações de conceção diferem significativamente da arquitetura de smart contract do Ethereum.
O ecossistema de negociação ARC-20 evidencia vulnerabilidades significativas devido à sua dependência da infraestrutura centralizada das exchanges. Quando as principais plataformas de negociação enfrentam encerramentos temporários — seja por falhas técnicas, manutenção ou intervenção regulatória — a liquidez dos tokens ARC-20 fica severamente condicionada. Esta fragilidade revela uma limitação crítica: o ecossistema não dispõe de alternativas descentralizadas suficientes para absorver o volume de negociação durante perturbações nas exchanges, obrigando os investidores a posições ilíquidas.
A dependência centralizada nos mercados ARC-20 gera riscos acrescidos que vão além do simples tempo de indisponibilidade. A concentração do fluxo de ordens em poucos pontos de negociação implica que problemas técnicos numa plataforma têm repercussões diretas ao nível do protocolo. Os dados históricos mostram que, quando as principais plataformas encerram, a volatilidade dos preços dos ARC-20 aumenta de forma acentuada, e os participantes retalhistas enfrentam frequentemente derrapagens de execução superiores a 15-20 por cento. Este estrangulamento centralizado converte riscos operacionais em perdas económicas para o ecossistema de tokens.
O problema fundamental reside na insuficiência de infraestrutura de negociação descentralizada para tokens ARC-20. A maioria do volume de negociação concentra-se em plataformas centralizadas, em vez de protocolos distribuídos, tornando a estabilidade do mercado dependente de pontos únicos de falha. Os programadores de protocolos que pretendem abordar estes riscos devem priorizar o desenvolvimento de alternativas de liquidez robustas e incentivar a adoção de exchanges descentralizadas. Sem alterações estruturais deliberadas, encerramentos temporários de exchanges continuarão a desestabilizar o ecossistema de negociação ARC-20.
As vulnerabilidades mais comuns nos ARC-20 são os ataques de reentrância, overflow/underflow de inteiros e falhas no controlo de acesso. Estas questões permitem transferências não autorizadas de fundos e manipulação da lógica do contrato, representando riscos graves para a segurança do protocolo e dos ativos dos utilizadores.
O ataque de reentrância explora contratos que invocam contratos externos antes de atualizarem o estado, permitindo que atacantes voltem a entrar e retirem fundos. A prevenção passa pela utilização de proteções contra reentrância, padrões check-effects-order e bloqueios de estado para garantir a serialização das operações.
Deve-se efetuar auditorias completas a smart contracts com ferramentas automatizadas e revisão manual especializada de código, para identificar vulnerabilidades como reentrância, overflow de inteiros e ataques de DoS. O processo sistemático inclui avaliação inicial, análise automatizada, revisão manual, relatório detalhado e correções com nova auditoria, garantindo a segurança antes do lançamento.
O ARC-20 opera na blockchain do Bitcoin, beneficiando de maior segurança e descentralização face ao ERC-20 no Ethereum. Elimina vulnerabilidades de escalabilidade e evita riscos associados a bridges cross-chain, oferecendo maior proteção ao protocolo de tokens.
As vulnerabilidades de overflow/underflow de inteiros surgem quando operações aritméticas excedem os limites do tipo de dados, originando erros de cálculo. Entre os riscos estão cálculos incorretos de ativos, bypass de permissões e perda de controlo da lógica do contrato. O Solidity 0.8.0+ reverte automaticamente as transações com overflow. O uso da palavra-chave unchecked desativa esta proteção.
O front-running ocorre quando operadores submetem transações antes de grandes operações pendentes para beneficiar dos movimentos de preço. Isto compromete a equidade e segurança das transações, permitindo que atacantes manipulem preços e executem operações lucrativas antes dos utilizadores legítimos.
Deve-se analisar o código do smart contract para vulnerabilidades, verificar relatórios de auditoria de terceiros de empresas reconhecidas, avaliar a transparência do projeto, analisar as credenciais e o histórico da equipa e considerar o feedback da comunidade e o historial de implementação.











