


O fim da mineração de criptomoedas é um marco decisivo para todos os intervenientes no mercado de ativos digitais. Esta mudança tem efeitos diretos na oferta de moedas e pode contribuir de forma significativa para a valorização dos ativos ao criar escassez artificial. Para tomar decisões informadas sobre detenções e transações de criptomoedas a longo prazo, investidores e operadores devem compreender profundamente esta dinâmica.
Para os utilizadores, o fim da mineração tem igual relevância, dado que as flutuações de preço podem afetar substancialmente a utilização de ativos digitais em transações quotidianas. Além disso, o fim da mineração representa a transição para um novo modelo económico—os mineiros passam a receber apenas taxas de transação, o que pode alterar a estrutura das taxas na rede e a velocidade do processamento dos pagamentos.
É importante realçar que o fim da mineração não significa que a rede blockchain deixa de funcionar. Assinala, sim, uma fase mais avançada do desenvolvimento das criptomoedas, em que o foco principal passa da criação de novas moedas para o processamento de transações e para a segurança da rede através de mecanismos alternativos de incentivo.
Nos próximos anos, a mineração de Bitcoin continuará ativa, mas o número de novas moedas em circulação irá diminuir de forma acentuada. Este fenómeno resulta do processo de “halving”, que ocorre a cada quatro anos e reduz para metade a recompensa de bloco. O último halving teve lugar em 2024, baixando a recompensa de 6,25 para 3,125 bitcoins.
Historicamente, os eventos de halving têm impulsionado subidas substanciais do preço do Bitcoin. A redução da oferta, aliada à procura constante ou crescente, provoca desequilíbrios no mercado que normalmente se resolvem pela valorização dos ativos. Os analistas verificam que, após cada halving, o preço do Bitcoin aumentou de forma significativa nos 12–18 meses seguintes.
Outras criptomoedas—como a Ethereum—já implementaram o mecanismo de consenso Proof of Stake (PoS), que elimina a necessidade de mineração convencional para o funcionamento da rede. Esta inovação reduz drasticamente o consumo energético e torna estas criptomoedas mais atrativas para investidores institucionais e utilizadores preocupados com a sustentabilidade e o impacto ambiental.
A transição para o Proof of Stake cria novas oportunidades de participação na segurança da rede através do staking, permitindo aos utilizadores receber recompensas ao deter e bloquear os seus tokens—sem necessidade de equipamento de mineração dispendioso.
Até agora, foram minerados cerca de 19 milhões de bitcoins, de um máximo de 21 milhões. Restam menos de 2 milhões, e o ritmo de produção de novas moedas irá abrandar ainda mais devido ao halving e ao aumento da dificuldade da mineração. As principais empresas de análise indicam que cada halving renova o interesse na mineração, apesar das recompensas mais baixas, evidenciando o impacto destes eventos no mercado.
Destaca-se que o hash rate da rede Bitcoin—a capacidade computacional total dedicada à mineração—continua a crescer mesmo após os halvings, demonstrando a confiança dos mineiros no futuro da criptomoeda. Esta tendência mostra também que a subida do preço do Bitcoin compensa a redução das recompensas de bloco.
Além disso, a mudança da Ethereum para Proof of Stake proporcionou uma redução drástica do consumo energético da rede. Com a atualização para Ethereum 2.0, o consumo de energia caiu cerca de 99,95%, tornando a Ethereum uma das plataformas blockchain mais eficientes do setor—uma redução equivalente à energia consumida por um pequeno país europeu.
Os especialistas estimam que, quando o último bitcoin for minerado em 2140, as taxas de transação garantirão incentivos suficientes para que os mineiros continuem a proteger a rede.
O fim da mineração de criptomoedas é um acontecimento de base que terá efeitos duradouros e transversais em todo o mercado de ativos digitais. Investidores, operadores e utilizadores devem considerar este fator nas suas decisões estratégicas de investimento e utilização.
Com a redução da oferta de moedas mineráveis e a provável subida de preços devido à escassez, as estratégias de investimento podem ter de ser substancialmente revistas e adaptadas às novas realidades do mercado. A experiência histórica demonstra que os eventos de halving criam condições favoráveis para investidores de longo prazo.
É fundamental acompanhar a transição global para mecanismos de consenso sustentáveis e energeticamente eficientes, como o Proof of Stake. Esta evolução poderá tornar as criptomoedas mais atraentes para um público cada vez maior, sobretudo à medida que a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental ganham destaque.
No final, embora a mineração tradicional de Bitcoin e outras criptomoedas venha a terminar, este ponto de viragem traz novas oportunidades e desafios para todo o setor. Acompanhar as transformações tecnológicas e de mercado—e adaptar-se proativamente—será determinante na evolução dos ativos digitais. Compreender estas dinâmicas permite tomar decisões mais informadas e gerir eficazmente as carteiras de criptomoedas.
A mineração de Bitcoin termina previsivelmente por volta de 2140, quando todas as 21 milhões de moedas forem mineradas. A partir daí, não serão emitidos novos bitcoins e os mineiros apenas receberão taxas de transação.
A mineração é limitada porque a oferta está definida. No caso do Bitcoin, será totalmente minerado até 2140. A cada quatro anos, os eventos de halving cortam a recompensa de bloco para metade, reduzindo a mineração até se esgotarem as reservas.
Depois de 2140, os mineiros deixam de receber recompensas de bloco, mas continuam a receber taxas de transação. A rede mantém-se segura, pois os mineiros continuam a validar as transações.
O halving reduz imediatamente a recompensa de bloco para metade, diminuindo o rendimento dos mineiros. Contudo, a longo prazo, o preço do Bitcoin pode aumentar devido à escassez, compensando as perdas e aumentando os lucros.
As datas de fim de mineração variam conforme a criptomoeda. Por exemplo, a mineração de Bitcoin termina por volta de 2140. Algumas criptomoedas podem ser mineradas indefinidamente ou migrar para outros mecanismos de consenso. Os prazos exatos dependem de cada moeda.
A dificuldade de mineração ajusta-se automaticamente a cada duas semanas para manter o tempo médio de criação de bloco em 10 minutos. Se os blocos forem criados mais rápido, a dificuldade aumenta; se forem criados mais lentamente, diminui—garantindo a estabilidade da rede.











