
A atuação da política monetária do Federal Reserve sobre o mercado de criptomoedas ocorre por canais interligados que amplificaram a volatilidade ao longo de 2025. Quando o Fed sinaliza cortes de juros ou mudanças de postura, essas decisões repercutem nos mercados de cripto mais rapidamente que nos ativos tradicionais, devido à sensibilidade elevada do setor às condições de liquidez e ao perfil de risco dos investidores.
Os cortes de taxa em dezembro de 2025 ilustram bem essa dinâmica. Ao concluir o terceiro corte consecutivo de 25 pontos-base, o Federal Reserve aumentou a volatilidade das criptomoedas, mesmo com uma política aparentemente mais flexível. Essa resposta inesperada demonstra que a incerteza sobre o rumo da política—especialmente quanto às futuras trajetórias das taxas e à intensidade dos cortes previstos—gera volatilidade mais intensa do que o próprio afrouxamento. Os investidores receberam sinais contraditórios: cortes de taxa costumam incentivar o apetite por risco, mas divergências internas no Fed sobre o tamanho dos cortes trouxeram expectativas mistas quanto ao cenário adiante.
A transmissão de liquidez é outro canal decisivo. Em dezembro de 2025, o Fed encerrou o aperto quantitativo e injetou mais de US$18 bilhões nos sistemas financeiros, marcando a primeira expansão relevante de liquidez desde a resposta à pandemia. Enquanto os mercados tradicionais absorveram esse movimento de forma gradual, o mercado de criptomoedas reagiu de modo mais intenso, já que os ativos digitais se beneficiam diretamente de ambientes de liquidez crescente. O capital institucional passou a acompanhar as expectativas do Fed, criando ciclos em que anúncios de política provocam rebalanceamento acelerado dos portfólios de cripto.
Hoje, a volatilidade das criptomoedas está explicitamente correlacionada à postura do Fed, pois a entrada de investidores institucionais transformou a composição do mercado. Ao contrário dos ciclos iniciais marcados pela especulação de varejo, o mercado atual responde com precisão institucional a sinais macroeconômicos—including decisões do Federal Reserve—tornando os mecanismos de transmissão mais evidentes e sistemáticos.
Os dados divulgados pelo CPI se consolidaram entre os principais fatores que impulsionam a volatilidade do Bitcoin ao longo de 2025. A relação entre os relatórios de inflação e as oscilações de preço das criptomoedas segue um padrão definido: quando os números do Índice de Preços ao Consumidor superam as expectativas, o Bitcoin costuma sofrer quedas acentuadas; já uma inflação abaixo do esperado normalmente desencadeia altas, pois o mercado passa a antecipar cortes de taxa pelo Federal Reserve.
O relatório de inflação de março de 2025 exemplifica esse processo. Quando o CPI atingiu 3,0%—0,2% acima das previsões—o Bitcoin caiu 4,2%, eliminando cerca de US$450 milhões em posições alavancadas em questão de horas. Por outro lado, dados posteriores indicando inflação anual de 2,8% impulsionaram o Bitcoin em 2%, chegando a US$82.000, com investidores se posicionando para os cortes de taxa esperados. Esses movimentos refletem mudanças estruturais no apetite por risco, pois leituras elevadas de inflação reforçam expectativas de política restritiva, reduzindo o interesse por ativos voláteis como o Bitcoin.
Em 2025, a correlação do Bitcoin com surpresas do CPI se intensificou, com investidores institucionais calibrando suas posições antes dos anúncios de inflação. Os volumes de negociação geralmente crescem entre 15% e 20% nas datas de divulgação do CPI, com a volatilidade intradiária alcançando níveis críticos nas zonas de resistência de US$76.700–US$92.000. Essa sensibilidade reforça como os dados de inflação hoje influenciam diretamente as avaliações das criptomoedas, tornando os relatórios do CPI indicadores indispensáveis para estratégias de entrada e saída em Bitcoin.
O mercado de criptomoedas reflete cada vez mais dinâmicas vindas de ativos financeiros tradicionais, em especial o S&P 500 e o ouro. Quando as bolsas enfrentam quedas expressivas, restrições de liquidez se propagam rapidamente por diversas classes de ativos, incluindo criptomoedas. Estudos de 2020 a 2025 mostram que Bitcoin e Ethereum apresentaram correlações voláteis com o S&P 500, com padrões que mudam em momentos de estresse macroeconômico. Em períodos de forte pressão nas ações—como o recuo de 19% do S&P 500 após anúncios tarifários—o ouro geralmente sobe pela busca de proteção, enquanto o mercado cripto enfrenta volatilidade amplificada.
Esse cenário resulta de múltiplos canais de contágio. A volatilidade migra dos mercados de ações e metais preciosos para os ativos digitais por meio de posições interligadas e exposição alavancada. Mudanças entre regimes risk-on/risk-off aceleram rebalanceamentos de portfólio, com investidores reduzindo ações e buscando ativos alternativos. Quando o ouro valoriza em meio à incerteza, concorre com Bitcoin e Ethereum pelo capital destinado a alternativas. Além disso, choques de liquidez nos mercados tradicionais chegam às exchanges cripto, pois chamadas de margem forçam liquidações em diferentes classes de ativos. Dados históricos mostram que esses efeitos de contágio se intensificam em transições de política monetária ou surpresas inflacionárias, quando investidores revisam sua exposição em ações e alternativas, provocando oscilações acentuadas nos preços das criptomoedas.
Sim, a correlação entre mercados cripto e fatores macroeconômicos está cada vez maior. Política do Fed, dados de inflação e movimentos dos mercados tradicionais influenciam fortemente os preços das criptomoedas. O crescimento institucional fortaleceu essa relação, tornando os criptoativos mais sensíveis a tendências globais e mudanças de política monetária.
O ano de 2025 se destaca por aprovações regulatórias relevantes, inovações em ETFs e iniciativas da SEC que elevam a confiança no mercado. Avanços em tokenização e stablecoins ampliam liquidez e utilidade, abrindo oportunidades inéditas para a adoção institucional.
Criptomoedas funcionam como proteção contra inflação monetária. Com oferta limitada, diferente das moedas fiduciárias, o cripto tende a valorizar à medida que a oferta de dinheiro cresce. O aumento do M2 historicamente impulsionou ganhos importantes no mercado cripto, tornando ativos digitais instrumentos relevantes para proteção contra inflação.
Cortes de taxa do Fed aumentam a liquidez e o apetite dos investidores por ativos de risco como Bitcoin e altcoins, geralmente elevando os preços das criptomoedas. Já taxas mais altas reduzem liquidez e o apetite por risco, pressionando as avaliações cripto para baixo.
Mercados financeiros tradicionais têm influência direta sobre os preços de cripto. O Bitcoin apresenta correlação positiva com ações e títulos como ativos de risco, e relação inversa ao dólar americano. Em momentos de choques de mercado, as correlações entre cripto e ativos tradicionais se intensificam, fazendo com que criptomoedas se comportem mais como ativos de risco do que como instrumentos de proteção.
Ajustes de taxa do Fed, divulgações de dados de inflação e tensões geopolíticas influenciam diretamente os preços das criptomoedas. Anúncios regulatórios sobre ativos digitais e volatilidade nos mercados tradicionais também provocam mudanças relevantes nas avaliações ao longo de 2025.
PRIME coin é uma criptomoeda baseada em Proof of Work, voltada para mineração eficiente e sustentável. Ela foi pioneira em tecnologia de uso múltiplo de energia, oferecendo um modelo alternativo de segurança blockchain com mecanismos inovadores e ecológicos.
Atualmente, a Primecoin está cotada em US$0,0446 por unidade, em 27 de dezembro de 2025. O preço varia conforme demanda e volume negociado.
É possível adquirir Primecoin nas principais exchanges de criptomoedas ou por meio de negociações peer-to-peer. Acesse plataformas que suportam XPM para comprar diretamente com moeda fiduciária ou outros criptoativos.
No momento, Primecoin está cotada em US$0,05084, com valorização de 24,08% nas últimas 24 horas e volume negociado de US$456.
A Primecoin adota Proof of Work com o algoritmo da Peneira de Eratóstenes, focando na descoberta de números primos. Ao contrário do SHA-256 do Bitcoin, a mineração na Primecoin serve para proteger a rede e gerar cadeias de primos matematicamente relevantes.
A Primecoin envolve riscos elevados de investimento. O projeto já foi alvo de questionamentos quanto à credibilidade e relatos de fraude. É fundamental realizar uma análise criteriosa antes de investir, pois o mercado de criptomoedas é altamente volátil e imprevisível.
O suprimento total da Primecoin é de 56.342.013 XPM, com valor de mercado de US$2.877.535. O suprimento circulante equivale ao total, indicando distribuição completa das moedas na rede.





