


O tom mais brando adotado recentemente pelo Federal Reserve gerou forte impulso nos mercados de criptomoedas, resultando em uma valorização de 15% na capitalização total. As declarações do presidente Jerome Powell, indicando maior chance de cortes nas taxas de juros, reacenderam a confiança dos investidores em diversos segmentos de ativos digitais. Essa mudança beneficiou especialmente as principais criptomoedas, com Bitcoin e Ethereum registrando fortes movimentos de alta.
O efeito da política do Fed sobre os ativos digitais pode ser facilmente comprovado pelo desempenho recente do mercado:
| Ativo/Métrica | Desempenho | Catalisador |
|---|---|---|
| Bitcoin | Forte valorização | Expectativa de corte de juros |
| Ethereum | Tendência de alta | Previsão de maior liquidez |
| Capitalização Total de Mercado | Alta de 15% | Postura dovish do Fed |
| Volume de Negociação | Intensificação das operações | Menor tensão comercial |
Especialistas de mercado projetam novas movimentações positivas caso o Federal Reserve encerre o programa de Quantitative Tightening (QT), vigente desde 2022. Esse programa reduziu o balanço do Fed de cerca de 9 trilhões US$ para 6,6 trilhões US$, retirando liquidez do sistema financeiro e pressionando ativos de risco como as criptomoedas.
O histórico reforça essa expectativa: cortes anteriores de juros sempre impulsionaram os mercados cripto ao ampliar liquidez para ativos de risco. Analistas destacam que o mercado aguarda confirmação sobre dois pontos cruciais: o corte de juros do Fed em outubro e avanços nas negociações entre Estados Unidos e China, ambos com potencial de acelerar ainda mais o processo de recuperação do mercado cripto.
Dados econômicos recentes provocaram mudança relevante no sentimento do mercado, já que a inflação de abril caiu para 2,1%, abaixo das expectativas dos analistas. Esse arrefecimento da inflação reforçou a confiança dos investidores em possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve, direcionando maior fluxo de capital para ativos digitais. O impacto nos mercados de criptomoedas foi imediato, com Bitcoin e Ethereum apresentando fortes valorizações.
A queda na inflação estimulou entradas expressivas de investimentos em fundos de ativos digitais, totalizando 921 milhões US$ em apenas uma semana, segundo dados da CoinShares. Os Estados Unidos lideraram os aportes, com 843 milhões US$, enquanto a Alemanha registrou uma das maiores entradas semanais, somando 502 milhões US$.
| Classe de Ativo | Entradas Semanais | Entradas no Ano (YTD) |
|---|---|---|
| Bitcoin | 931 milhões US$ | 30,2 bilhões US$ |
| Ethereum | -169 milhões US$ | N/A |
Essa mudança de comportamento dos investidores reflete uma reavaliação do perfil de risco nos mercados financeiros. Fatores como rendimentos mais baixos, ambiente financeiro mais favorável, queda da inflação e estabilidade do emprego criaram cenário positivo para investimentos em ativos digitais. Com bancos centrais como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão mantendo os juros estáveis, o contexto macroeconômico sustenta o novo interesse pelo mercado cripto, atraindo investidores institucionais e individuais em busca de alternativas aos instrumentos financeiros tradicionais.
Em abril de 2025, a correlação entre Bitcoin e S&P 500 atingiu o patamar de 0,8, sinalizando forte alinhamento entre criptomoedas e mercados acionários tradicionais. Trata-se de uma mudança relevante em relação aos padrões históricos, especialmente diante das recentes oscilações observadas nesse indicador.
Analistas do mercado identificaram alta volatilidade na correlação ao longo de 2025, conforme mostram os dados abaixo:
| Período | Correlação BTC-S&P 500 | Tendência do Mercado |
|---|---|---|
| Q1 2025 | 0,8 (pico em abril) | Alinhamento forte |
| Q3 2025 | 0,0 | Desacoplamento total |
| Outubro 2025 | Bitcoin-Ouro: 0,9 | Status de "ouro digital" |
O pico de correlação em abril demonstra a integração do Bitcoin aos sistemas financeiros tradicionais, com investidores institucionais tratando a criptomoeda cada vez mais como ativo de risco convencional. Entre as evidências desse movimento está o crescimento dos ETFs spot de Bitcoin nos EUA, que já detêm mais de 1,26 milhão BTC (cerca de 6% do suprimento total) avaliados em 148,6 bilhões US$.
Já no Q3 2025, pesquisadores da CoinGecko registraram completo desacoplamento, com a correlação caindo para zero enquanto o Bitcoin fortaleceu sua relação com o ouro, chegando a 0,9. Essa mudança mostra a versatilidade do Bitcoin nos mercados financeiros, atuando ora como ativo de risco tradicional, ora como reserva de valor conforme as condições econômicas.
APR em coin é a taxa percentual anual obtida ao emprestar ou fazer staking de criptomoedas. Representa o retorno anual do investimento, incluindo juros e taxas, ao disponibilizar suas moedas para empréstimos ou suporte de rede.
10% APY em cripto indica uma rentabilidade anual de 10% sobre o investimento, incluindo juros compostos. Normalmente é oferecido para staking ou empréstimo de criptomoedas em diferentes plataformas.
Stablecoins atreladas ao USD oferecem atualmente os maiores APR, entre 7% e 12%. O Ethereum aparece em seguida, com APR entre 3% e 7%.
O APY é vantajoso para cripto, pois indica os potenciais ganhos, já considerando juros compostos. Facilita a comparação entre diferentes opções de investimento, mas é importante lembrar que as taxas podem variar conforme o mercado.



