
O teto imutável de 21 milhões de bitcoins representa uma virada estrutural frente aos sistemas monetários convencionais, instaurando uma escassez real que fundamenta o potencial de valorização do ativo no longo prazo. Diferente das moedas fiduciárias, que podem ser emitidas sem restrições por bancos centrais, o Bitcoin possui uma oferta limitada, determinada por algoritmo e verificável por toda a rede distribuída.
Atualmente, cerca de 19,96 milhões de bitcoins já foram minerados, o que corresponde a 95,03% do suprimento total. As unidades restantes entram em circulação conforme o cronograma de halving, onde as recompensas de bloco são reduzidas pela metade a cada quatro anos. A redução de 50 BTC por bloco em 2009 para 3,125 BTC atualmente ilustra essa desaceleração na emissão. Com menos de 1,05 milhão de BTC a serem minerados como subsídio de bloco, a rede se aproxima do limite máximo previsto.
A previsão é que o último bitcoin entre em circulação por volta de 2140, alterando de forma significativa a dinâmica econômica da mineração. Após o esgotamento da oferta, os mineradores deixarão o modelo de recompensa dupla—subsídio de bloco mais taxas de transação—adotando um sistema baseado exclusivamente em taxas. Essa mudança traz duas consequências centrais: primeiro, a segurança da rede passa a depender do volume de taxas de transação, não mais dos subsídios de bloco; segundo, a escassez absoluta do bitcoin torna-se uma característica definitiva e irreversível.
Esse modelo de oferta limitada contrasta de forma marcante com ativos tradicionais e alternativas digitais que não possuem restrições. A escassez programada garante ao Bitcoin atributos sólidos de preservação de valor, consolidando sua posição como reserva de valor legítima através das gerações.
O ingresso de investidores institucionais transformou profundamente o mercado de Bitcoin em 2025, com ETFs à vista atraindo volumes recordes de capital. O IBIT da BlackRock responde por cerca de 61,4% do mercado de ETFs de Bitcoin, administrando quase US$100 bilhões e registrando picos de entrada de até US$1,38 bilhão por dia. Pesquisa realizada no primeiro trimestre de 2025 mostrou que 93% dos investidores institucionais com posições em ativos digitais mantêm uma visão positiva de longo prazo para a tecnologia blockchain, independentemente da volatilidade de curto prazo.
As diretrizes regulatórias avançaram expressivamente nas principais regiões. Os Estados Unidos aprovaram o GENIUS Act, trazendo requisitos claros para licenciamento e custódia de ativos digitais. A União Europeia concluiu o MiCA, estabelecendo mecanismos de supervisão abrangentes. Hong Kong implantou um novo regime de licenciamento no primeiro trimestre de 2025, liberando negociações de varejo em exchanges autorizadas e consolidando-se como polo regional de cripto para investidores institucionais.
Essa união entre demanda institucional e clareza regulatória gerou efeitos multiplicadores. Cerca de 83% das instituições apontam a segurança jurídica como requisito essencial para ampliar alocações em criptomoedas. A combinação de instrumentos acessíveis como ETFs à vista, soluções avançadas de custódia e normas legais explícitas reduz os riscos tradicionalmente associados à posse de ativos digitais. Com tesourarias corporativas e grandes gestores de ativos ampliando suas posições em Bitcoin, a acumulação institucional sustentada cria uma demanda estrutural que favorece a estabilidade de preços e o potencial de valorização duradoura.
As métricas on-chain são ferramentas indispensáveis para avaliar o real valor do Bitcoin além das variações superficiais de preço. O índice Network Value to Transactions (NVT) equivale ao Price-to-Earnings (P/E) dos mercados tradicionais, comparando a capitalização de mercado do Bitcoin ao volume efetivo de transações na blockchain. Níveis elevados de NVT sugerem que a valorização de mercado pode estar superando a atividade real da rede, indicando alerta de sobrevalorização.
O índice Market Value to Realized Value (MVRV) mede a relação entre o preço atual de mercado e o preço realizado do Bitcoin, que representa o custo médio de aquisição dos detentores. Em novembro de 2025, o MVRV para detentores de curto prazo registrou 0,82, indicando perdas de cerca de 18%, enquanto o MVRV de longo prazo foi de 1,32, refletindo ganhos coletivos de 32%. Um MVRV inferior a 1,0 sinaliza potencial de compra e subvalorização, enquanto valores acima de 2,0 sugerem sobrevalorização.
| Métrica | Leitura | Interpretação |
|---|---|---|
| MVRV de curto prazo | 0,82 | Subvalorizado, oportunidade de entrada |
| MVRV de longo prazo | 1,32 | Ganhos consistentes |
| Índice NVT | Crescente | Alerta de sobrevalorização |
Essas métricas, em conjunto, oferecem uma visão estratégica para que traders avaliem se o preço do Bitcoin está alinhado à utilidade da rede e à rentabilidade dos detentores.
Considerando as tendências e projeções atuais, 1 Bitcoin pode atingir valores entre US$250.000 e US$1 milhão em 2030. Essa estimativa reflete a expectativa de crescimento de longo prazo para o ativo.
Se você tivesse investido US$1.000 em Bitcoin há 5 anos, esse montante hoje ultrapassaria US$9.000. O preço do Bitcoin valorizou expressivamente, entregando retorno nove vezes superior ao investimento inicial.
O 1% mais rico dos detentores concentra 90% de todos os bitcoins, sendo formado principalmente por grandes investidores e instituições.
Em dezembro de 2025, US$1 equivale a aproximadamente 0,000011 BTC. Essa cotação é variável, por isso recomenda-se conferir sempre o valor de mercado mais atualizado.





