

As decisões de política monetária da Federal Reserve em 2025 afirmaram-se como o principal motor das dinâmicas dos mercados de criptomoedas, com as intervenções da Fed a explicarem cerca de 30 por cento das oscilações nos preços do Bitcoin e de outros ativos digitais. Sempre que a Fed procedeu a cortes nas taxas ao longo de 2025, essas decisões repercutiram-se diretamente nos padrões de volatilidade cripto, provocando, por vezes, movimentos de preço de grande amplitude. Um episódio particularmente relevante demonstrou que os anúncios de cortes de taxas da Fed estiveram associados a um aumento de 718 por cento na volatilidade do Bitcoin, sublinhando a extrema sensibilidade dos ativos digitais às mudanças de política monetária.
| Ação de Política | Impacto de Mercado | Efeito na Liquidez |
|---|---|---|
| Cortes de Taxas | Maior volatilidade e oscilações de preço | Apetite pelo risco reforçado em cripto |
| Aperto Quantitativo | Pressão descendente sobre os preços | Liquidez de mercado reduzida |
O programa de aperto quantitativo da Fed, que reduziu o balanço em 340 mil milhões $ desde março de 2025, agravou as restrições de liquidez nos mercados de criptomoedas. Esta contração apertou de forma significativa as condições financeiras, com o Bitcoin a concentrar sistematicamente a maior parte do capital disponível, enquanto as altcoins enfrentaram obstáculos relevantes. A transmissão da política monetária aos mercados de cripto deu-se através de múltiplos canais, nomeadamente pela redução do apetite pelo risco, menor acesso à alavancagem e condições de crédito mais restritivas.
Em dezembro de 2025, com a Fed a adotar uma postura de manutenção neutra após o ciclo de redução do balanço, a dinâmica de mercado estabilizou parcialmente. Contudo, o ano mostrou de forma inequívoca que os investidores em criptomoedas devem considerar os indicadores macroeconómicos e as comunicações da Federal Reserve como ferramentas de previsão para estratégias de entrada e saída de mercado, integrando esses sinais em modelos de trading robustos para navegar num contexto em permanente evolução.
Os dados do IPC dos EUA constituem um fator decisivo para os movimentos dos mercados de criptomoedas, havendo provas sólidas de uma correlação negativa entre o aumento da inflação e os preços do Bitcoin e das altcoins. Este mecanismo atua em várias frentes: valores de inflação mais elevados alimentam expectativas de subida das taxas de juro, o que reduz a liquidez e orienta os investidores para ativos considerados mais seguros, desencadeando, assim, vendas nas criptomoedas de perfil mais arriscado.
Os acontecimentos recentes ilustram claramente esta relação. Em janeiro de 2025, o relatório do IPC indicou uma inflação mensal de 0,5% face à previsão de 0,3% dos economistas, enquanto o IPC subjacente subiu para 0,4% face ao esperado de 0,3%. Esta surpresa inflacionista resultou imediatamente em quedas acentuadas nos mercados cripto, com o Bitcoin a recuar para valores abaixo dos 95 000 $, fora do intervalo em que vinha sendo negociado. Por contraste, setembro de 2025 revelou o efeito oposto: dados do IPC abaixo das expectativas, com uma inflação homóloga de 3%, motivaram subidas expressivas do preço do Bitcoin, à medida que os mercados ajustaram em baixa as perspetivas para as taxas de juro.
A intensidade da volatilidade está diretamente relacionada com a dimensão das surpresas inflacionistas. Sempre que os valores reais do IPC divergem de forma significativa das previsões consensuais, as oscilações intradiárias no mercado de cripto intensificam-se, criando oportunidades e riscos acrescidos para os participantes. Análises históricas de 2018 a 2025 confirmam que as datas dos anúncios do IPC geram sistematicamente picos de volatilidade nos preços e pressão sobre a liquidez nas principais bolsas de criptomoedas.
Esta ligação macroeconómica tem-se reforçado ao longo do tempo, refletindo a correlação crescente dos mercados de cripto com os ativos financeiros tradicionais. Com o aumento da participação institucional e a maturação do setor cripto, os dados do IPC tornaram-se cada vez mais determinantes na formação do sentimento dos investidores e na orientação dos fluxos de capital nos mercados de ativos digitais, tornando os relatórios de inflação pontos de referência fundamentais para quem opera neste ecossistema.
As evidências empíricas mais recentes demonstram que os mercados tradicionais funcionam como indicadores avançados essenciais da volatilidade nos mercados de criptomoedas. A correlação móvel do Bitcoin com o S&P 500 a 30 dias atingiu 0,7 no início de 2025, revelando uma forte interligação entre os ativos digitais e o mercado acionista global. Este aumento de correlação representa uma inversão face à histórica independência das criptomoedas, refletindo a adoção institucional através de ETFs spot de Bitcoin e o crescente uso de alavancagem na infraestrutura de negociação cripto.
O contágio processa-se por diversos canais. As correções no S&P 500 desencadeiam movimentos de aversão ao risco extensíveis aos ativos alternativos, enquanto a evolução do preço do ouro reflete incerteza macroeconómica generalizada. Testes de causalidade de Granger comprovam que as quedas do Bitcoin e de altcoins frequentemente sucedem aos movimentos do S&P 500 e do ouro, estabelecendo dinâmicas claras de precedência. Estudos de evento reforçam esta evidência, revelando correlações significativas entre sinais provenientes dos mercados tradicionais e subsequentes movimentos no universo cripto.
A divergência de desempenho em 2025 evidencia este fenómeno: o ouro valorizou mais de 55% no final do ano, registando o melhor resultado em mais de uma década, enquanto o Bitcoin sofreu quedas pronunciadas. Em paralelo, as correlações entre S&P 500 e ouro recuaram durante períodos de maior volatilidade, mostrando o papel específico de cada ativo nas carteiras. Esta integração acarreta riscos sistémicos, pois o reforço das ligações entre as criptomoedas e a infraestrutura financeira tradicional faz com que a instabilidade nos mercados cripto tenha agora consequências diretas para a estabilidade financeira global, nomeadamente através de operações alavancadas e liquidações de margem.
A ZKP coin é um token Web3 baseado na blockchain Solana, desenhada para transações rápidas e de baixo custo. Viabiliza aplicações e serviços descentralizados eficientes no ecossistema Web3.
A 23 de dezembro de 2025, a ZKP é transacionada a cerca de 0,108083 $, ocupando a posição n.º 1 559 por capitalização bolsista. O seu valor oscila de acordo com a procura de mercado e o volume de negociação.
O Bitcoin passou a utilizar provas de conhecimento zero em 2024. A primeira ZKP foi validada com sucesso na Bitcoin Mainnet, assinalando um avanço relevante no reforço das capacidades e da segurança do protocolo Bitcoin.











